Quem é jovem está aberto a novas experiências
Oi
Esta semana tive contato com uma experiência da qual eu tinha ouvido falar: o taxi que tem, à disposição dos passageiros, alguns livros. O motorista até me disse que eu poderia levar para casa, desde que devolvesse, em outro taxi ou em algum metro...Um dos livros que ali estava era “didático”, absolutamente sem interesse. Outro, O Colar de Veludo (Alexandre Dumas). E um de poesias, bilíngue, em francês, com tradução bem adequada para o português. Talvez um pouco ousado para um taxi, mas enfim...Gostei da experiência....melhor que ler as revistas da categoria.
Fui ao Rio, onde mais uma vez fiquei espantada com a beleza da cidade. Dessa vez, diferentemente de quase sempre, fiquei hospedada em Ipanema (o evento ao qual fui ficava no hotel). Em boa companhia, fui fazer uma caminhada no calçadão, depois das 19. Uma alegria. Muita gente, tempo bom, calçadão e ao lado uma faixa especial para bikes e skates, eventualmente corredores ficam lá também. Uma quantidade de homens e mulheres com corpos muito bem cuidados correndo como se fosse normal (de shorts e, as mulheres, de top, muitos com frequencímetros). Usando i-phones aparentemente sem medo de assalto, mas aquele pedaço é bem policiado. Tudo bem limpo. Chamou minha atenção a quantidade de placas nas quais estavam escritas mensagens diversas, relacionando luxo e lixo. Em média, recomendando cuidado com o lixo e tecendo as loas do luxo que são praias limpas. A de que mais gostei foi “Praia sem lixo é um luxo”.
Muitas barracas, claro, cheias de turistas de todo jeito (e falando desde português com os mais diferentes sotaques até idiomas que vão do castelhano a outros muito dificilmente inteligíveis). Consumo de muitas coisas. Mas o melhora achado foi uma barraquinha com comidas e uma placa onde se lia “fisher and chips”. Minha companhia perguntou, de forma adequada, se era apenas para pescadores.
O hotel se dizia 4 estrelas, mas não tinha fitness. Provavelmente não levavam em consideração a possibilidade de chuva, com todo aquele calçadão e aparelhos de ginástica na praia. Mas o restaurante da cobertura tinha uma vista incrível. De um lado, a praia. De outro, a lagoa. Privilégio...
Mas a percepção de que existe possibilidade de chuva não funciona. Assim, no dia seguinte, anteontem, amanheceu chuvosíssimo. Segundo o jornal da manhã da TV aviões não tinham conseguido pousar nem decolar. E foi, mais ou menos assim, o dia todo. Como eu tinha compromisso em SP, comecei a tomar minhas providências – plano B – desde as 08:00. Mesmo assim, fui até o aeroporto e quando vi a multidão que lá estava quase desisti. Para meu pasmo, o meu avião ia sair no horário. O que eu nunca tinha visto desde a reforma do Santos Dumont era o saguão tomado de gente. E, mais incrível, fila para a escada rolante que levava aos portões de embarque. Não entendi a política da companhia aérea: com dois vôos antes do meu horário atrasados, cancelados, não sei qual o temo técnico, dos quais alguns passageiros ainda estavam por alí, e apesar de as comissárias terem dito que o assento era livre, muito poucas das poltronas do meio estavam ocupadas. Ninguém gosta de voar “no meio”, mas numa situação dessas, certamente seria o caso de comemorar...
Já em São Paulo, depois de 40 minutos de vôo, levei 45 minutos para chegar ao meu destino. E fiquei triste, porque depois de ter visto aquelas mulheres bonitas no calçadão da praia correndo...vi por volta do mesmo horário (19 horas) meninas com trajes parecidos, à porta de um shopping (sendo que fazia frio na cidade).
Fiquei pasma no sábado de manhã. Fui almoçar no Rodeio – para quem não conhece um restaurante muito tradicional, de carnes, caríssimo por causa da tradição e considerado chique por alguns - e de repente vi evidências de que estavam tirando fotos. Olhei e vi uma mulher vestida de noiva – vestido curso, mas branco, com brilhos, tiara e tudo a que o traje dava direito. Perguntei ao maitre se era uma festa de casamento e, não, era o próprio casamento, com padre, juiz de paz e tudo...ele disse que em 24 anos de Rodeio nunca tinha visto algo assim. Experiências novas sempre há. Alguns garçons estava achando tudo aquilo muito esquisito.
E para não perder a oportunidade de comentar mais duas coisas culturais, mais uma vez – acho que é a 10ª – tivemos a Virada Cultural, um happening na cidade, tudo acontece, tudo de graça....Eu frequento muito menos do que deveria, mas acho o máximo. E num hospital onde fui fazer uma visita vi anunciado no elevador que haveria, aberta ao público, uma discussão sobre Suicídio na Terceira Idade, após a exibição do filme Amor (Amour).
Muito amor para todos na semana que começa, muita cultura, e ânimo....cumprimentos aos corintianos e solidariedade aos santistas.
Beijo