Tanto a agradecer...
Oi
Em primeiro lugar, eu queria agradecer os inúmeros youtubes que me mandaram, de diferentes versões de Ai se eu te pego e de tcha ou sei lá o que. Fiquei até sabendo – e partilho – que ai se eu te pego é sucesso até no Vietnã.
Uma amiga até me disse que – sendo ela uma baixinha (uma baixinha normal, quero deixar claro), entrou uma vez em que havia fila, no tal banheiro para pessoas de baixa estatura e descobriu que era para anõezinhos (desculpem, não sei o termos politicamente correto para eles) e para crianças. Mas disse que depois de certos malabarismos conseguiu entrar e sair, apesar dos olhares entre surpresos e reprovadores das pessoas que estavam na fila.
A terceira área a respeito da qual recebi mensagens foi a minha frase em italiano da semana passada. O primeiro comentário foi dizendo que não é si non è vero è bene trovato, a frase termina com bene raccontato. Eu, teimosa que sou, escrevi para dois amigos italianos. A primeira escreveu que o que queria dizer era uma frase completamente nada a ver com essa. O segundo, que não entendeu a primeira e que a segunda...também nada a ver.
Esse amigo italiano, aliás, exceto pelo fato de dizer punto e basta, como na novela, tem tido experiências dramáticas com o italiano do Brasil. Uma vez eu estava em Milão e fui comer com ele, num dia 29. Toda feliz eu disse que era o dia do gnocco della fortuna. Ele me olhou com uma cara de hãããã. Ou seja, tradição italiana não é mesmo. Aqui no Brasil, mês passado, estava com ele quando ele viu – no caixa de um restaurante a kg onde nos levaram em Brasília – uma embalagem de palha italiana. Claro que me perguntou o que era aquilo. Agora essa minha pergunta!!!! Pois é, macarronices, fanfarronices...
Outra coisa absolutamente inacreditável que ganhei e usei foi um vale massagem num cabeleireiro chiquérrimo desta capital. Só o passeio ao cabeleireiro já valia, mas descobri que o massagista trabalhava lá mas era autônomo. O “artista” tinha sido cliente do masseur e agora um utilizava o local do outro. Sua estratégia mercadológica era dar uma vale para cada pessoa que ia utilizar o vale recebido. Os preços do massagista (óbvio, perguntei) eram razoáveis. Já os do salão (também perguntei, enquanto esperava) eram INACREDITÁVEIS. Só à guisa de exemplo: uma sessão de manicure custa (para lixar, tirar a cutícula e pintar 10 unhas) R$ 40.00. Em São Paulo...E fiquei sabendo (ai como eu gostei) que uma amiga minha era cliente do coiffeur antes da fama. Ele a penteou para a formatura, ela fazia a escova com ele toda semana, agora nem tenta! A massagem foi inacreditável. Confesso que não sou expert no assunto. Já me submeti a umas 5 sessões, com essa 6. Mas essa era demonstração de todos os tipos, com intenção de ganhar o freguês. Uma, com pedras quentes (eu já tinha feito essa uma das vezes, muito boa, mas essa é melhor) é muito boa. Num determinado momento, o moço coloca uma pedra quente na nuca do cliente, como apoio, enquanto massageia nem me lembro mais o que. Ai, que delícia.
E, olhando para o mundo como uma Polyana, fico feliz (MENTIRA) de não ser tão magrinha assim, porque desta forma consigo doar sangue. Os alunos de graduação da GV fazem uma campanha chamada BOAÇÂO, anual, que ajuda muito o banco de sangue que se dispõe a ir lá. A hematologista que estava lá comandando a função tinha trabalhado comigo em algum momento de nossa vida, ela me dizia que adorava mas que gostaria até que fossem duas vezes por ano. Enfim, eu sou doadora habitual e, conseguindo, colaboro lá mesmo. Mas isso é o menos importante. Eu estava sentada lá e prestando atenção, CLARO. Aí, primeiro, causas de não permitirem às meninas doar: maquillagem definitiva, anemia e viagens a locais como fazendas. Segundo, conversas. Vi uma conversa entre meninos alunos da GV (sabem, aquela escola de elite?). A frase de um dos meninos foi - até anotei, para não correr o risco de esquecer : “Véi, tava osso, mano”. Claro que eu tinha anotado um pouco errado. Como pessoa que fala um idioma um pouco diferente, eu tinha entendido “Véio” e “Um” osso. Relatando isso a um professor da academia (o que seria da minha vida sem frequentá-la? Não teria como escrever!) que me corrigiu. Véio é muito formal, usa-se reduzido para Véi. Quanto a Um osso, por favor, osso neste caso é advérbio, portanto dispensa o artigo indefinido (claro que as explicações semânticas são por minha conta).
Seja como for, tive que responder às perguntas de praxe (algumas comuns a todos os bancos de sangue, outras específicas): se eu tive vaca louca, se eu fiz maquillagem, se eu aspirei drogas pelo nariz, se fiz ou faço sexo por dinheiro...sempre aquele prazer. Aliás, um enfermeiro que estava por perto comentou que uma vez ouviu a seguinte resposta de uma senhora: “eu sou dólar, não trabalho fora, então todo o dinheiro que recebo vem do meu marido. Portanto, nem sei como responder...”. E a cerejinha do bolo, as recomendações para depois da doação: não deveria – naquele dia – trabalhar em andaime e nem pular de paraquedas. Fiquei tranquila porque iria cumpri-las quase sem dúvida.
Espero que todos tenham tido um delicioso dia das mães, homens e mulheres, que tenham ou não mães atualmente, porque todos estão no dia.
Muitos beijos, boa semana!
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- ana maria malik