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Publicado: Domingo, 28 de agosto de 2011

A estreia de Bruno Senna

A estreia de Bruno Senna
Bom Treino. Corrida Ruim.

Comentei em março, época em que o nome de Bruno Senna era ventilado pela imprensa para ocupar o lugar do acidentado Robert Kubica, que seria um exagero alçar o sobrinho do tricampeão de Fórmula 1 ao posto de promessa da categoria. Cheguei a comentar que Lucas Di Grassi era mais completo e que o desempenho do piloto na Hispania era muito ruim. Por fim, defendi a escolha da Renault por Nick Heidfeld. 

Pois bem. Passado o recesso de agosto, a equipe francesa resolveu demitir o alemão. Mais que isso. Resolveu atender as preces dos jornalistas brasileiros e tratou de colocar Bruno Senna no cockpit outrora ocupado por Nick. E tudo aquilo que havia comentado quase um semestre atrás, voltou. Com mais força.

No fim de semana em que se celebrou os 20 anos da estreia de Schumacher, ocorrida ali mesmo, em Spa, com um sétimo lugar no grid, o brasileiro vai muito bem nos treinos livres e repete a posição do heptacampeão do mundo, se colocando uma posição distante de Fernando Alonso. Além da sombra do tio, largada para as comparações com o maior vencedor da Fórmula 1. Será que ele dormiu na madrugada que antecedeu a corrida?

A resposta foi vista na largada. Bruno, que ainda não conhece profundamente o seu carro, fez lambança. Acertou Alguersuari, outro destaque do treino classificatório, e acabou sacando ele da corrida. Assumiu o erro, não criticou a punição recebida, mas acabou jogando precipitadamente fora uma boa possibilidade de começar esta nova fase de sua carreira somando pontos.

Não tenho nada contra Bruno Senna. É um piloto promissor. Certamente é melhor que Felipe Massa. Mas não consigo aceitar o messianismo positivista que envolve seu nome. E não consigo enxergar como ele é beneficiado por essa pressão descomunal, desumana. Os brasileiros gostam de ídolos, precisam de pessoas para admirar. Que tal deixarmos ele se formar para depois iniciarmos a festa da torcida campeã?

Button, Alonso e Schumacher

Exceção feita ao campeão Sebastian Vettel, foram esses os nomes da boa prova belga. Button saiu do 13º lugar para o pódio, em uma corrida inteligente, consistente e competente. 

Alonso largou bem, chegou a liderar, mas sua Ferrari andou muito mal com os pneus médios. Conseguiu um ótimo quarto lugar, que lhe garantiu a terceira colocação no mundial de pilotos.

Schumacher fez muito mal do que os dois primeiros. Fez mais do que Vettel, também. Largou em último, ganhou 11 posições na primeira volta e cruzou a linha de chegada em quinto lugar. Está distante do calculista piloto que monopolizou a década passada, mas fez muito mais do que vinha fazendo. Uma evolução.

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