O segundo piloto da Red Bull
Alonso foi entrevistado pelo "Ás". O material, publicado no íncio do mês, serviu para pouca coisa. Entre as declarações de amor eterno ao ferrarismo e análises sobre a própria carreira, o único ponto a se destacar: Alonso poderia ter assinado com a Red Bull. Ao repórter, afirmou não ter arrependimentos, pois quatro títulos mundiais não valorizam mais que o cockpit vermelho e o cavalinho no bico do carro. Menos, bem menos, Alonso.
A Red Bull não pode ter Alonso. Mas precisa ter um segundo piloto. Webber não tem o nível de Vettel. E está sem vontade alguma de correr. Exclusa a possibilidade de contar com o espanhol, sobraria Hamilton, descontente com a Mc Laren, mas esta é uma escolha definitivamente descartada devido o gênio difícil do inglês.
Da Toro Rosso, equipe satélite da Red Bull, dois garotos, bem ao estilo de Vettel, mas sem o mesmo talento. Sebastian Buemi, suíço regular mas sem arrojo algum, e o relações públicas Jaime Alguersuari, piloto que aparece mais em capas de revistas de moda do que nas publicações de automobilismo. Na cotação atual da equipe, a escolha seria pelo espanhol. Não por marketing, mas porque Alguersuari é, de fato, bom piloto, mais ousado. As duas últimas corridas, Canadá e Europa, atestaram essa impressão.
A última via seria a sensação australiana Daniel Ricciardo. Para testá-lo, uma loteria. Dirigir o carro instável e lento da Hispania. Grandes pilotos surgiram de equipes nanicas. Alonso foi um deles, assim como o próprio Vettel, que dirigia uma Toro Rosso planejada a partir de uma Minardi quando venceu em Monza, na chuva.
***
Tony Kannan é, cada vez mais, o melhor piloto brasileiro da atualidade. Dirigindo um carro sem a mesma estrutura de seus rivais da Penske e da Ganassi, Tony está no Top Five da classificação geral da Indy Racing League.
***
A Stock Car quer ser a Nascar do Brasil, mas não consegue projetar carros seguros.