Colunistas

Publicado: Segunda-feira, 2 de maio de 2011

O S da Indy não é de sucesso

A segunda edição da Fórmula Indy no circuito de rua paulistano foi um retumbante fracasso.

Impedida de ser totalmente realizada no domingo, em razão da chuva, a prova valeu pela falta de perícia de alguns pilotos da categoria, que não levam muito jeito pra correr em outro circuito que não seja oval.

A largada do sprint final, nesta segunda-feira (2 de maio), até reservou alguns momentos interessantes. Takuma Sato chegou a tomar a ponta da prova, após brilhante manobra sobre Will Power. Power, dono de quatro poles nesta temporada, conseguiu recuperar a liderança, mas por falha de estratégia da equipe de Sato, que o manteve pista quando deveria estar no Box trocando pneus. O tempo perdido custou não só a vitória, como também o pódio e muitas posições – o japonês cruzou a linha de chegada em oitavo.

Os brasileiros não foram bem, o que é raro na Indy. Helio Castroneves e Tony Kanaan se envolveram em batidas nos poucos giros completados domingo, largando hoje com várias voltas de atraso. Vitor Meira foi nosso melhor representante, cruzando em 17º lugar.

Na classificação do campeonato, Power agora é líder, com 168 pontos, 14 a mais que Dario Franchitti. Tony Kanaan é o 6º, com 99 pontos – desempenho esplêndido para o carro que guia.

-

Pior do que um piloto que se atrapalha com uma curva fechada é ter um hino nacional extenso.

Pior do que ter um hino nacional extenso, é ter esse hino aborrecido cantado por um cantor de araque.

Pois foi o que a Indy nos propiciou em São Paulo. Luan Santana foi o escolhido para interpretar o hino brasileiro. O meteoro da paixão por muito pouco não levou um meteoro de bolinhas de papel na testa. Pena que não havia público suficiente para uma vaia de verdade.

Comentários