Red Bull, Tony Kanaan e Paul Tracy
Vettel venceu o GP da Austrália. Surpresa? Nenhuma. Os testes promovidos pela categoria já acenavam para esta possibilidade. O que ninguém esperava, porém, era um alemão colocando quase 1 segundo de vantagem, em uma pista de rua, sobre o segundo colocado do treino classificatório que definiu o grid de largada.
A corrida foi, felizmente, mais acirrada que o treino. Vettel não fez a melhor prova da corrida e não colocou uma volta de diferença sobre o terceiro colocado, como muitos esperavam. Na verdade, não rolou a primeira dobradinha dos atuais campeões do mundial de construtores. Webber fracassou em casa e não passou de um quinto lugar, atrás de Alonso, cujo quarto lugar na bandeirada final foi um prêmio após o início complicado, com uma leve passagem pela grama e a queda para o nono posto.
Hamilton foi a sombra de Vettel e o pesadelo da Ferrari inteira. A equipe que temia brigar com Mercedes e Renault pelo terceiro lugar no mundial de construtores, quem diria, se recuperou e agora é a menos distante em comparação à Red Bull. Button não acompanhou o companheiro. Foi punido por cortar caminho em uma disputa com Massa e ficou no sexto lugar.
Falando em Massa, outra corrida muito ruim do brasileiro. Felipe largou muito bem e se intrometeu nas primeiras posições, até que Button o ultrapassou em manobra ilegal e Alonso o jantou no início do terceiro setor do circuito. Apático desde a passagem do espanhol, Felipe caiu de rendimento e não foi capaz sequer de segurar Sergio Perez, mexicano sensação da prova. Acabou em sétimo graças à exclusão dos dois carros da Sauber no resultado final.
Se Massa não foi talentoso, pelo menos pode se vangloriar de não ter ganho o Troféu Paul Tracy desta semana. Barrichello errou o fim de semana inteiro de GP, se expondo ao ridículo de não correr na qualificação porque rodou na volta de aquecimento. Na prova, oscilou de posição o tempo todo. Quando parecia ter se encontrado, chegando ao oitavo lugar, jogou tudo para o alto acertando Nico Rosberg em uma curva com redução brusca de velocidade. Desagradável, hein, Rubinho?
Em relação às mudanças de regra, nada de grandioso. O KERS é o mesmo e a asa não ajudou como se esperava. A regra dos 107% foi efetiva, mas nem poderia deixar de ser, afinal, com uma equipe do quilate da Hispania no paddock, qualquer barreira de atraso temporal pode ser quebrada. Todavia, estamos felizes. Porque o ano começou para quem ama Fórmula 1.
Indy
E a Indy também deu seu start para a temporada 2011.
A categoria que distribui 10 pontos para o último colocado de suas provas promoveu sua primeira corrida em circuito de rua, o GP de São Petersburgo.
A prova foi muito boa, apesar do excesso de bandeiras amarelas na primeira parte da corrida, a maioria envolvendo pilotos do pelotão principal – Hélio Castroneves abandonou a prova em um acidente logo no início da prova.
Tony Kanaan, talvez o melhor piloto brasileiro que este jornalista viu guiar em ovais, conseguiu um excepcional terceiro lugar com sua nova equipe, a KV. Dario Franchitti venceu a prova, seguido por Will Power. Mais uma temporada em que predominará a disputa Penske x Ganassi.