Publicado: Terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Visitas periódicas ao Oftalmologista
> O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calcula que 16,5 milhões de brasileiros sofrem algum tipo de deficiência visual, sendo desse total 20% a 30% crianças.
> Em oftalmologia sabe-se que 75% dos casos de cegueira poderiam ter sido prevenidos ou tratados com tecnologia atual.
> Estima-se que 20% da população brasileira, hoje na casa dos 180 milhões de pessoas, necessitem usar óculos.
> Ao longo da vida, não há uma pessoa sequer que, cedo ou tarde, deixará de necessitar de algum tipo de correção ótica, seja para enxergar melhor de perto ou de longe.
O relacionamento com o mundo exterior é feito principalmente através da visão, de modo que qualquer anormalidade nos olhos pode levar a dificuldade no aprendizado, no relacionamento social e diminuição do rendimento de atividades físicas e intelectuais.
O bebê vai ao oculista
O envolvimento do oftalmologista no desenvolvimento normal da visão começa logo ao nascimento da pessoa, com a realização do teste do reflexo vermelho. Interpretando a coloração desse reflexo lançado por uma fonte de luz coaxial no olho do recém-nascido, o médico oculista é capaz de já detectar tendência a problemas como catarata, tumores, traumas de parto, hemorragias ou malformações de córnea. No Estado de São Paulo, o teste do reflexo vermelho é obrigatório por lei desde março de 2007 para maternidades e estabelecimentos hospitalares. E o Conselho Brasileiro de Oftalmologia luta para que se torne uma lei federal. O reflexo vermelho é simples, indolor e de baixo custo. Estudo realizado na Austrália, divulgado pelo Edward Jackson Memorial, para cada dólar usado na prevenção da perda visual e cuidados oculares, cinco dólares retornam à comunidade. Ou seja, investir na prevenção não evita apenas o drama individual da falta de visão, mas proporciona retorno financeiro.
Se a pessoa não desenvolver satisfatoriamente sua visão durante a infância, o dano é irreversível. A visão de cada olho, assim como a visão binocular, só estão plenamente desenvolvidas por volta dos nove anos. Como muitos dos problemas oftalmológicos são silenciosos, frequentemente as crianças chegam à idade escolar sem terem sido submetidas a exames preventivos. Além do teste do reflexo vermelho, a faixa etária até dois anos deve passar por exames sobre anormalidades estruturais nos olhos e opacidades de meios, inspeção externa de olhos e pálpebras e exame de pupilas.
Quanto mais cedo se detecta uma anormalidade, maior será a chance de corrigi-la para permitir um desenvolvimento normal da pessoa.
Quando a criança entra na idade escolar, o exame oftalmológico (para detectar erros de refração) ganha maior relevância, pois seu rendimento escolar pode ser diretamente prejudicado por qualquer anormalidade na visão. Enxergando bem, a criança desempenha melhor seu aprendizado e se relaciona melhor com os colegas. É na escola que a pessoa pela primeira vez passa a conviver com grupos maiores de pessoas e problemas de visão podem criar problemas de relacionamento.
Estudos mostram que muitas crianças diagnosticadas com o déficit de atenção ou hiperatividade sofrem, na verdade, de algum tipo de problema oftalmológico. Sem o diagnostico correto, uma criança hiperativa, que sofre de problemas de visão, muitas vezes é colocada no fundo da sala pela professora para não perturbar a aula, o que prejudica ainda mais seu rendimento. Uma simples consulta com o oftalmologista poderia reverter um diagnostico de distúrbio emocional e recomendar o tratamento correto. Uma pessoa com miopia não diagnosticada, por exemplo, pode tornar-se tímida e pouco comunicativa pelo simples fato de não enxergar seus interlocutores, embora seu temperamento não seja introvertido.
Postura correta, boa visão
O uso de computador não gera doenças oculares, ao contrário do que muitas pessoas podem erroneamente acreditar. Mas pode revelar que o usuário sofre de algum distúrbio ocular pré-existente. Desconforto no uso do computador pode revelar excesso de trabalho, erro de refração ou visão binocular instável. Aí entra um fator muito importante: a ergonomia. A tela do computador não deve estar colocada acima dos olhos da pessoa, pois obriga maior esforço de convergência, aumento da fenda palpebral, diminuição do piscamento, com conseqüente secura, ardor e cansaço. A tela, sobretudo dos notebooks, deve estar inclinada, pois a 90 graus o usuário acaba forçando o pescoço. E não pode espelhar imagens, o que exige uma iluminação adequada.
A ergonomia também se aplica às armações dos óculos. Uma armação torta pode provocar grandes danos de postura, como dores no pescoço ou nos ombros, os quais muitas vezes a pessoa não atribui o problema aos óculos.
Varios dados citados neste artigo foram coletados no jornal do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia).
Varios dados citados neste artigo foram coletados no jornal do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia).
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