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Publicado: Quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Doar sangue é mais importante que trabalhar

Doar sangue é mais importante que trabalhar

Não é segredo para ninguém que saiba interpretar mínimas mensagens que eu sou insatisfeito com diversos aspectos vida, em especial o injusto o ritual de uniformização e a luta diária por causas que não acreditamos. Mas sucedo a ele, porque é necessário.

O trabalho mata o homem aos poucos e muitas mortes podem ser justificadas por causa dele.

Vamos focar hoje nas mortes por acidente. O individuo trabalha a semana inteira, em condições desumanas (afinal, todo trabalho é) e no final de semana quer beber e se drogar para anestesiar tudo isso. Mas, ele bebe, se droga e dirige.

O Brasil é um país com um dos trânsitos mais violentos e as mortes por embriaguez ao volante são altas. Porém, tem gente que por azar, sorte ou simplesmente destino, não morre. Mas fica no “bico do corvo” e precisa de uma transfusão de sangue.

O trabalho é um negócio tão desumano que se alguém falta um dia para doar sangue (algo que lhe é um direito), todas as pessoas lobotomizadas pelo senso comum vão achar que essa falta é vagabundice e não um gesto de nobreza.

Doar sangue é uma das atitudes mais nobres que existe. Você não sacrifica sua vida com isso e ainda salva uma. Um dia que você deixa de ser um robô para produzir cegamente e lucrar para terceiros, pode ser de suma importância para qualquer uma das pessoas que afogam as mágoas nos finais de semana e terminam tragicamente, inclusive para você próprio. Claro que a vida pode não valer muito, mas tem gente que tem coisa importante nela.

Tire um dia da sua vida para esta atitude, que além de salvar vidas, você vai ganhar um dia de folga e uns lanchinhos.

Doe Sangue.

Obs.: Mãe, foi meu alter ego quem escreveu. Eu gosto de viver. E odeio drogas.

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Deixa eu pensar

Marcelo Sandy

Marcelo Sandy

Marcelo Sandy é um jovem ituano, palmeirense, aspirante a cronista. Escreve textos reflexivos que levam os leitores a pensar sobre diversos temas. Seu foco principal são as crises existenciais do ser humano.

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