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Publicado: Quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Vestindo a camisa

Vestindo a Camisa

            A correria do dia a dia faz com que algumas atitudes passem despercebidas no ambiente de trabalho. Os motivos emocionais relacionados ao emprego contribuem para que as pessoas mantenham-se excessivamente estressadas. Afinal passamos a maior parte do nosso tempo no trabalho e é preciso que façamos deste tempo um momento de muito companheirismo, camaradagem e profissionalismo.

            Falando nisso lembramo-nos o gesto de  “Vestir a Camisa”. Precisamos ter orgulho do nosso trabalho. Mas será que efetivamente somos dignos de sermos os “porta-estandartes” da empresa que representamos?

            Cumprimos com fidelidade nossas tarefas?

            E a nossa convivência com os colegas de trabalho, como anda?

            Quantos de nós estamos vestindo a camisa pelo avesso... e, notem bem que estamos atravessando uma crise do desemprego...

            Fazemos parte de uma repartição, até cumprimos nossas funções, mas sem qualquer entusiasmo, ou interesse; fazemos o básico de forma mecânica, mais ou menos, ou nem fazemos. Se chamados para um acréscimo de serviço, escorregamos em mil desculpas e...

            Assim vestidos, a camisa pelo lado do avesso, vamos “curtindo” a nosso bel prazer, apenas absorvendo, não nos comprometendo. Contentamo-nos com o trivial, nada além da força-tarefa, tudo bem “light”.

            A camisa do nosso ganha-pão deve ser vestida em sua totalidade, e que diariamente possamos nos interrogar: Como estou vestindo hoje a camisa?

            Somos carregados de vícios e manias que teimamos em não perceber que podem estar incomodando ou até machucando a nossa convivência com os colegas de trabalho.

            Os hábitos, vícios e manias, sejam eles bons ou maus, podem delinear nossa personalidade e a maneira como os outros nos veem. No ambiente de trabalho não é diferente. É sempre bom ouvir o que os outros têm a dizer sobre nós; algumas vezes percebem aspectos que nos escapam completamente.

            Atitudes comuns do dia a dia, como gargalhar, ou falar alto demais, estar sempre amolando o “chefe” com aumento salarial, reinvidicando  direitos (venha a nós e ao meu reino),pedir licença para resolver problemas pessoais em horário de serviço, usar telefone e internet com assuntos particulares, tendo antipatia com um e outro funcionário,  de estar sempre na defensiva se passando por vítima. É uma barra pesada demais para os dois lados.

            Se estivermos nos encaixando nestas situações é bom que fiquemos atentos: nossa carreira está sendo prejudicada e pode estar por um fio.

            Numa verdadeira equipe todos devem vestir a camisa. Certa vez um líder famoso foi indagado por um repórter que perguntou: “Como você consegue ter todos entusiasmados em sua equipe de trabalho”? E o líder prontamente respondeu: “É muito simples. Eu elimino os que não são”.

            Mudemos enquanto é tempo.

            Ditinha Schanoski

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Varanda da Saudade

Ditinha Schanoski

Ditinha Schanoski

Jornalista ituana, trabalhou no jornal A Federação e é articulista de vários jornais e revistas. Membro da ACADIL, SACI, UARD, Gvcmi e outros grupos. Agraciada com diversos prêmios, como a Medalha Dom Gabriel. Nomeada Profissional Ético de 2014.

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