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Publicado: Domingo, 25 de junho de 2017

Cidade de Itu, ontem, hoje e amanhã

Em setembro de 2009, publiquei no jornal “A Federação”, a matéria que segue, justamente com esse título, “A cidade de Itu, ontem hoje e amanhã”. Um texto com ideias e sugestões. Agora, 2017, com ventos novos sobre a cidade e a esperança de que as mudanças se realizem, eis aqui o texto por inteiro:    

     A cidade de Itu, ontem, hoje e amanhã.

     Um acontecimento de especial relevância nestes últimos dias, para a cidade de Itu, é inegavelmente o lançamento pela Academia Ituana de Letras, de um concurso literário, de magno alcance e expressão.     Está aí, a cerca de 150 dias, a data em que a cidade irá comemorar seus quatro séculos de uma existência, plena de história, fatos, personagens e influência, dentro do panorama do país, até os dias de hoje.

    Muito mais influente e de participação no cenário nacional, em tempos outros, como causa natural justamente pela sua longevidade, eis que se inscreve entre as mais antigas urbes do país.

    Os tempos passaram e hoje se constata que as cidades de fundação mais nova estão extremamente favorecidas, porque se implantam em meio a perspectivas mais abertas.

    O próprio traçado urbano, de cem anos a esta parte, sofreu profundas e modernas modificações.

    Entretanto, as chamadas cidades históricas, têm o seu contrapeso justamente na idade.

    Despertam curiosidade pelo seu casario e pelas suas tradições. Vivem e sobrevivem principalmente pelo turismo bem cuidado. É o caso de Itu.

    Seria ingenuidade, entretanto, nao querer reconhecer que por estas bandas, em termos de casario, muito se perdeu, sem que o poder público de todas as épocas soubesse ter o carinho pelo parque arquitetônico - verdadeiro tesouro.

     Outros municípios, principalmente fora de São Paulo, estado lider no desenvolvimento e que com isso leva de roldão muito do relicário do povo e das cidades, outros se dizia, souberam conservar seus prédios antigos.

    Sobre esse aspecto - o arquitetônico - nem adianta mais pensar. Já passou.

    Curiosamente, então, de outro modo, Itu se configura, no seu centro histórico, como uma cidade um tanto descaracterizada. Poucas edificações tombadas.

    O fato é que é preciso viver a realidade.

     Assim é que se espera de todos os munícipes, que, daqui por diante, não se perca nenhum dos pontos pelos quais uma cidade possa apresentar condições ideais para nela se viver.

    Está circulando nos jornais a notícia alvissareira de que Itu se situa entre as quarenta praças de melhores condições de vida. Não se sabe - ou o cronista pelo menos - de quais critérios se utiliza um censo dessa natureza, para assim proceder a uma classificação. Do ponto de vista numérico, é positivo e repercute bem.

   Para quem aqui está e já reside - e portanto vê tudo de perto - sabe que há muito ainda por fazer, em todos os setores. Não signifique esta expressão de que também tudo vai mal. Absolutamente. O sentido que se quer dar é o de que se já fez muito, muito mais ainda seria possível.

    De qualquer modo, aí está a cidade aquinhoada como Fidelíssima, que se fez noutra circunstancia o Berço da República e foi e será sempre a Roma Brasileira.

    Itu, de mil tradições e costumes.

    Sirvam-se todos os filhos desta terra portanto do que se lhes oferece, quanto a se manifestarem naquilo que a todos orgulha, em torno de sua cidade.    Estão abertas as inscrições.

    Participe.

    Saiba-se, finalmente, o que foi e o que é Itu.

    E que também, tanto quanto possível, o que será Itu amanhã.

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Bernardo Campos

Bernardo Campos

Jornalista e advogado. Alma de cronista, colhe impressões das pessoas, dos fatos e dos costumes. Daqui e do mundo.

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