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Publicado: Quarta-feira, 12 de abril de 2017

Grito Rock: A Juventude na cidade dos Coroneis

Grito Rock: A Juventude na cidade dos Coroneis

Entre os dias 03 e 09 de Abril aconteceu na cidade de Itu uma série de eventos que faziam parte da programação do festival “Grito Rock”, o maior evento colaborativo do mundo. Entre as diversas atividades, puderam ser conferidas palestras, shows, workshops, oficinas, entre outras atividades, todas com a participação totalmente gratuita.

Pela primeira vez com o apoio da Prefeitura, um apoio mínimo, porém importante, o evento pode contar nos dias 08 e 09 com uma série de shows de artistas e bandas independentes do cenário ituano e alguns de outras regiões, no espaço denominado CEA (Centro de Educação Ambiental) Villa, localizado no Bairro Presidente Médici. O CEA Villa é um espaço grande, totalmente arborizado e, como de costume, mal aproveitado pela cidade, pois deixa de ser utilizado em grandes oportunidades, atingindo o limite do absurdo ao manter-se fechado aos finais de semana.

Sobre o festival, o que se observou no local foi o que há de mais bonito de ver: gente feliz. Envolvidos por uma atmosfera muito boa, as pessoas deixavam-se levar pela música e logo você achava senhores, mulheres, casais, todos se despindo da vergonha pra dançar, cantar e aplaudir as ótimas atrações que compareceram para demonstrar sua arte. Um grande número de famílias também estava no local, atestando a abrangência do evento.

E toda essa mistura de tipos foi coroada com um belíssimo show do talvez mais resistente artista independente da região. Pein, com o apoio da banda Bobinas Prateadas e Tambores Cósmicos, encerrou o sábado com um belíssimo espetáculo cantando seu rap.

Num evento deste porte e de natureza que gera preconceito, ainda mais numa cidade careta e antiquada como Itu, surgem os questionamentos: não houve problemas no local? E pasme, nenhuma ocorrência foi registrada durante os dois dias de festival no CEA Villa. A polícia só precisou comparecer ao local uma única vez, pois alguns vizinhos incomodados com a alegria alheia (e com o barulho do som) acionaram a PM. Nada que não pode ser contornado e que pudesse afetar o evento. E também vale citar a limpeza do local, que era impecável ao final do evento, que foi bem montado com diversas lixeiras espalhadas para lixo comum, além de bituqueiras para os fumantes.

Graças à iniciativa do comitê de organização, que há anos vem organizando o evento sem receber nada por isso, podemos observar qual é o produto de uma receita que inclui respeito, arte, vontade e a esperança de um dia ter a nossa cidade com opções de entretenimento e lazer. A cidade de Itu permanece controlada por algumas pessoas de mente e espírito velho, mas se depender da nossa juventude resistente e participativa e claro, se a Prefeitura demonstrar mais boa vontade ainda em apoiar esses eventos, poderemos contar com novas opções como essa e que atinjam ainda mais tribos!

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Marcelo Sandy

Marcelo Sandy

Marcelo Sandy é um jovem ituano, palmeirense, aspirante a cronista. Escreve textos reflexivos que levam os leitores a pensar sobre diversos temas. Seu foco principal são as crises existenciais do ser humano.

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