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Publicado: Sexta-feira, 8 de março de 2019

Dia da Mulher. Mas...Qual mulher?

Crédito: disponível na internet Dia da Mulher. Mas...Qual mulher?
Há que se ter atitude! A preguiça e a covardia matam nossas companheiras.

 

“Cresce número de processos de feminicídio e de violência doméstica em 2018” (FSP)

“Desigualdade diminui 1 ponto, mas mulher ainda ganha 20,5% menos que homem...” (FSP)

“Mulheres morrem mais por agressão que por câncer em 12 cidades do país” (Net)

 

A única forma de homenagem que nós, homens de verdade, podemos prestar às mulheres, é denunciando a sacanagem,

a exploração e a agressão que sofrem, em nosso país e no mundo todo. (Sid Poeta)

 

Dia da Mulher...

Hoje é dia da mulher. Mas... Só hoje?

De qual mulher? Da mulher amada e respeitada

Bem cuidada. Ou da mulher maltratada e explorada?

De qual mulher? Da mãe que tem ajuda e apoio

Ou da mãe sacaneada dia após dia

Serviçal em todos os dias do ano, e o ano todo?

Dia da companheira de todas as horas

Compreendida e apoiada em seus sonhos mais profundos

Ou mãe, avó, bisavó, lavadeira e passadeira

Servente explorada até a última gota de suor?

Da mulher que tem seu tempo e é respeitada no seu tempo

Ou da mulher-máquina, sem tempo e sem descanso

Sol a sol, dia após dia

Sem sábado ou domingo, feriado ou dia santo?

Por todos os santos!

De que dia estamos falando, e de qual mulher estamos falando?

Daquela profissional admirada e respeitada

Ou da mulher “pau-prá-toda-obra”

Sem reconhecimento e sem empoderamento

Ganhando menos e fazendo muito mais?

“Você é top!”  “Você é muito capaz! “Se os homens fossem iguais a você!”

- O jeitinho sacana e malandro, a forma perfeita da exploração!

De quem estamos falando?

Da mulher protegida, cheia de vida, que pode sonhar

Ou da mulher esquecida, com frio, desaquecida e oprimida

Vítima de gracinhas e outros quetais

Abandonada em seus sonhos mais profundos

Em nossas casas, em nossas empresas

Em nosso pontos de ônibus, em nossos metrôs

Em nossas cidades?!

Dia da mulher!

Neste dia, e em todos os outros do ano, quero falar de todas as mulheres

Das brasileiras bem amadas e resolvidas e das brasileiras assassinadas, abandonadas

Largadas nas sarjetas à margem da própria sorte

Quero falar das mulheres mutiladas por falsas crenças

Quero falar das exploradas, das sacaneadas, das maltratadas

Das mães amadas e das mães escravas de filhos machistas

Retratos de pais incompetentes...

Quero falar da mulher amada...Mas quero falar da maioria...

Daquelas assassinadas dia a dia, em vida

Em uma vida que não as reconhece

Abandonadas à própria sorte!

Desrespeitadas por um poder público

E por um público que as esquece...

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Comunicação

Sidarta da Silva Martins

Sidarta da Silva Martins

Educador precoce lecionava, gratuitamente, Português, Matemática e História aos colegas do Regente Feijó, em Itu. Professor universitário e pesquisador, afirma nas palestras que faz: "A Educação deve formar o cidadão global, e o homem bondoso universal!"

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