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Publicado: Sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Você sabe qual é o seu talento?

Crédito: Pixabay Você sabe qual é o seu talento?

Você sabe qual é o seu talento?

            Após a publicação do último artigo, “E o que eu ganho com isso? ”, algumas pessoas me enviaram mensagens, compartilhando como anda o equilíbrio entre Douléia e Erga, ou a disponibilidade de tempo e energia, para investir em ambas.

            Para relembrar...Douléia é o trabalho realizado para garantir o sustento, o que inclui alimentação, higiene, saúde, segurança, moradia, etc. Erga é o trabalho reflexivo, criativo, que promove o desenvolvimento de nossos talentos e realização de projetos pessoais.

            Passar muito tempo focado somente na Douléia pode gerar uma vida profissional desprovida de sentido, o que comumente leva as pessoas a sonharem com a sexta-feira e terem pesadelos com a segunda-feira.

            Quando o indivíduo não encontra sentido em sua atuação profissional, a tendência é a diminuição de investimento de energia positiva no trabalho, o que leva ao que poderíamos chamar de “marasmo de carreira”. É aquela situação na qual o profissional vivencia a sensação de possuir um pacote de tarefas a serem realizadas. E as intermináveis tarefas consomem tempo e energia, que poderiam sem investidos na realização profissional.

            O prolongamento da situação descrita acima, tende a gerar a famosa desmotivação, uma vez que o profissional não encontra motivos para agir em prol de sua carreira. A consequência deste processo é uma vida profissional vazia e pessimista. Cria-se então um círculo vicioso, dentro do qual, o profissional se vê sem saída e sem energia para investir na Erga.

            Mas como falar em motivação, realização profissional, investimento na Erga, diante de tal cenário? Um ponto de partida seria esvaziar a mente e responder a seguinte perguntar: Qual é o seu talento? Todos temos algo especial. Algumas pessoas chamam de dom, outras de vocação. Caso você não tenha uma resposta precisa, não se desespere, uma alternativa é investir no desenvolvimento de competências.

            Para discorrer sobre o que significa competência, convido a todos a conhecerem a teoria do CHA. Dada a complexidade e rápida evolução da referida teoria, vou começar a explicação com o básico, que seria a compreensão da sigla, que foi criada para fins didáticos.

C – Conhecimento – saber (aquilo que se sabe através de estudos, observação, treinamentos, leituras)

H – Habilidade – saber fazer (saber como executar uma determinada atividade, ou tarefa)

A – Atitude – querer fazer (disponibilidade interna para fazer o que precisa ser feito)

            O “C” e o “H” compõem a competência técnica, ou seja, o saber e o saber fazer de uma determinada tarefa. Uma Costureira autônoma por exemplo, precisa entender de moldes e saber manusear uma máquina de costura. São os requisitos básicos para o exercício da profissão. Quanto mais esta mesma costureira passe a conhecer o mundo da moda, entenda de tecidos, saiba operar máquinas modernas, etc., mais ela estará desenvolvendo sua competência técnica. A tendência neste caso, é que a costureira ganhe mais confiança e credibilidade de seus clientes.

            Já o “A”, diz respeito à competência comportamental. O querer fazer pode ser percebido através dos comportamentos emitidos pelas pessoas. Voltemos ao exemplo da Costureira. Sabemos que ela se empenhou em desenvolver suas competências técnicas. No entanto, ela não possui a paciência necessária para ouvir suas clientes e as interrompe para dizer o que é melhor ser feito. Neste exemplo fica evidente que a profissional não quer fazer o que precisa ser feito para atender as necessidades de suas clientes, ela quer fazer aquilo que acha que deve fazer. Este comportamento pode comprometer seu sucesso profissional, uma vez que há pessoas que não toleram este tipo de comportamento quando buscam um determinado serviço.

O exemplo da Costureira ilustra que desenvolver as competências técnicas é essencial, mas as competências comportamentais são decisivas para o sucesso profissional. Neste sentido, a referida Costureira pode ser indicada da seguinte forma: “ Ela é ótima, faz vestidos lindos, mas não adianta falar que ela não ouve”.

Ao investir no desenvolvimento de competências comportamentais, você estará fortalecendo sua carreira e aumentando suas chances de descobrir seus verdadeiros talentos. Este é um precioso investimento de tempo na Erga. Como fazer este investimento? Mais uma vez vou enfatizar o autoconhecimento, como ferramenta de alavancagem de carreira. Quanto mais uma pessoa se conhece, mais ela se reconhece e consegue se posicionar no universo profissional forma positiva e produtiva.

Lembre-se: Não importa sua idade, o importante é saber onde você está e onde quer chegar!

                                                                                         

 

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Carreira sem Fronteiras

Karina Almeida

Karina Almeida

Atua como Consultora e Coach de Carreira, apoiando profissionais no fortalecimento, alavancagem e redirecionamento de carreira, bem como jovens no processo de escolha profissional.

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