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Publicado: Quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Vocação é Ser Feliz na Vida

Crédito: Internet Vocação é Ser Feliz na Vida
A primeira e maior vocação do ser humano é ser feliz.

Em termos gerais, vocação significa o mesmo que aptidão. A palavra é principalmente relacionada quando o assunto é o indivíduo. Vocação, cada um tem a sua. Ela é pessoal e intransferível. Trata-se de uma questão não apenas de rumo profissional, mas para toda a amplitude da vida.

Para saber qual é a própria vocação, cada pessoa precisa iniciar um processo de autoconhecimento. Descobrir-se a si mesmo é o melhor caminho para determinar as aptidões. Decerto que há os meios empregados pela psicologia e até mesmo a orientação familiar nesse sentido, mas no fundo somente a própria pessoa é quem pode decidir a vocação que a fará feliz.

Nem sempre foi assim. Tempos atrás os jovens tinham sua vocação determinada por alguns fatores externos. O filho de um médico, seria médico. O filho do lavrador, seria lavrador. A filha da dona de casa, seria mãe de família também. Reinava o famoso ditado: “Filho de peixe, peixinho é”.

Fatores econômicos também influenciavam na escolha da vocação. Se o jovem não tinha condições financeiras para dedicar-se ao estudo, seguiria profissões mais práticas. Se fosse de família abonada, poderia arriscar-se numa carreira acadêmica ou algo semelhante. Não são raros os relatos dos que não puderam se dedicar à própria vocação por falta de condições materiais.

De certa forma, podemos dizer que nisso o mundo evoluiu. Caiu por terra aquela mentalidade de que os filhos devem seguir obrigatoriamente um destino escolhido pelos pais. O filho do médico pode ser ator. A filha da advogada pode ser engenheira. A liberdade de seguir a vocação escolhida passou a ser mais respeitada, ainda que com algum desgosto por parte dos genitores.

Algumas políticas públicas também facilitaram o acesso ao ensino superior nos últimos tempos. Com algum esforço, um jovem não necessariamente de classe média consegue formar-se numa faculdade. Há também os cursos de ensino à distância, mais flexíveis e menos caros, que se encaixam em diversas situações.

Essa liberdade de refletir sobre a própria personalidade e escolher entre tantas opções, é essencial. Se não for assim, a pessoa não pode ser honesta consigo mesma. E se isso não acontece o fracasso é uma questão de tempo. Nada pior do que seguir uma vocação não escolhida por si mesmo. Em vez de realização, torna-se uma frustração permanente.

Acredito que a vocação mais importante que temos é o de sermos felizes. De fato, o ser humano faz qualquer coisa na busca pela felicidade. Chega a ser contraditório às vezes: para ser feliz, deixa-se a própria felicidade de lado e batalha-se pela felicidade alheia.

Do recém-nascido até o idoso, passando pelas crianças e jovens de todas as raças e credos, ser feliz é a aspiração máxima da humanidade. É de fato a vocação universal, aquela que nos une independente do contexto. Pensar na própria vocação é pensar na vida e no quão satisfatória ela pode ser.

Amém.

 

- Acompanhe o Programa Amém todas as terças-feiras, das 20h às 22h, na Rádio Nova Itu 105,9 FM ou em www.novaitufm.com.br.

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Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é sacerdote católico apostólico romano e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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