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Publicado: Terça-feira, 17 de setembro de 2013

Suicídio + Assassinato = Desespero

Crédito: Internet Suicídio + Assassinato = Desespero
Suicídios e assassinatos são sinais do desespero total.

Um adolescente de 13 anos mata calculadamente os pais, a avó e uma tia, para depois se matar. Motivo: patologia psicológica. Um cabeleireiro envenena o casal de filhos e a esposa antes de se matar. Motivo: dívidas financeiras. O mesmo motivo da falta de dinheiro levou uma corretora de imóveis a envenenar e estrangular as duas filhas antes de tentar se matar. Outra mãe e quatro filhos foram encontrados mortos por envenenamento.

O parágrafo acima tem tudo para servir como roteiro dos filmes de Quentin Tarantino, não fosse o trágico detalhe de que tais casos  são todos verdadeiros. Semanalmente tomamos conhecimento dessas histórias dramáticas, com grande variedade de motivações.

Não sou especialista e nem sei se nesses casos aplica-se apenas a questão do suicídio, pois a pessoa agente não só pretende acabar com a própria vida como também a dos parentes próximos. O que podemos perceber facilmente nessas tragédias é a sensação de desespero reinante.

Se falarmos especificamente de suicídio, devemos saber que ele é a décima causa das mortes em todo o mundo: anualmente cerca de um milhão de pessoas tira a própria vida. De acordo com órgãos oficiais, a taxa de suicídios aumentou 60% nos últimos 50 anos, principalmente nos países em desenvolvimento.

Há diferentes maneiras de abordar o suicídio, dependendo da filosofia, da cultura ou da religião predominante em cada ponto do planeta. Há o suicídio como auto-imolação para restaurar a honra perdida, muito comum no Oriente. Há o suicídio causado por transtornos psicológicos e morais, muito comum no Ocidente.

Antigamente a Igreja Católica não permitia as bênçãos fúnebres para suicidas. De fato, acabar com a própria vida é uma ofensa a Deus. Na doutrina católica, nossa vida é um dom que ganhamos e que na realidade não nos pertence. Cabe somente a Deus determinar o momento em que deixaremos de viver.

Hoje já não é mais assim e suicidas podem ser enterrados recebendo as bênçãos fúnebres. A Igreja ressalta que se matar continua sendo um pecado grave, mas orienta os fiéis a não duvidarem da salvação das pessoas que se mataram. De fato, Deus é infinita misericórdia e certamente deve ter caminhos misteriosos para julgar alguém na triste condição de tirar a própria vida.

O mais triste nos casos que temos presenciado é que não há apenas suicídio, mas assassinatos. Antes de se matar, a pessoa assassina também os que são mais próximos. Tamanho é o desespero que um crime puxa outro e por aí vai.

Nenhum de nós tem como julgar, saber exatamente o que se passa na mente e no coração de alguém desesperado a ponto de cometer tamanhas barbaridades. Como cristão, posso apenas rezar. Casos assim, só Deus conhece na totalidade. Então, rezo para que as pessoas tenham ajuda e não se desesperem a tal ponto. Rezo também para que Deus tenha muita misericórdia das almas que por fim cometeram atrocidades dessas.

Além de rezar e a título de conhecimento, vale a pena conferir e incentivar o trabalho do Centro de Valorização da Vida (www.cvv.org.br), entidade filantrópica sem fins religiosos, que atua desde 1962 na prevenção ao suicídio em todo o mundo. São vários os testemunhos de pessoas que, na hora do desespero total, encontraram na outra ponta da linha uma palavra que os impediu de fazer o pior. O telefone para atendimento e aconselhamento é 141.

Amém.

 


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Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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