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Publicado: Quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sobre romances conturbados

Vou ficar esperando aqui, como uma formiga que perdeu o rastro do seu grupo. Vou ficar esperando nessa cadeira fria da cozinha. (Mas já está tão tarde)...
Vou ficar esperando você me ligar para eu então poder dizer ‘não quero falar com ninguém!’. (Isso). É, não quero, (e espero sua ligação). 

Com que tom de voz posso dizer? Uma voz serena e impassível?
Devo ter uma atitude severa? (Deveria!) (Ou não?)...
(Esperei o dia todo!).
Não podia ao menos ligar quando ainda estava na dúvida se atenderia ou não?
(E ainda não ligou).

Agora eu já decidi, não atendo. (Decidido) (Ah, mas isso não é correto!) (Mas é correto ficar esperando?).
E quando estiver chegando perto da hora de você ligar eu sei que vou sentir! (Parece que isso acontece todo segundo).
E penso, ‘sei que está pensando em mim, então me liga’ (cerro os olhos e quase escuto o telefone tocando). E penso novamente, e quase, (de novo). De novo, (não foi dessa vez, mas...)... (De novo). Ah!

Eu devia ter desligado o telefone. Vou fazer isso. (Desligo).
Pronto, já que não quero falar então é melhor desligar! (Coerente).
Mas, e se me ligar neste instante?(Num movimento brusco e quase arrependido, ligo o telefone). ..

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Lu Longarez

Lu Longarez

Como muitas coisas acontecem de um momento pensante para outro, começou a escrever num intervalo destes. E os intervalos continuam... Estudante de Letras, linhas e entrelinhas.

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