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Publicado: Sexta-feira, 5 de abril de 2019

Sexo Acima de Tudo (O Vício da Luxúria)

Crédito: Internet Sexo Acima de Tudo (O Vício da Luxúria)
Quem busca viver a castidade, luta por ela. Não se deixa levar por qualquer comichão nas partes baixas.

Eis um pecado sempre em moda. Da metade do século passado para cá, valores como a pureza e a castidade, a modéstia no vestir e o pudor, vêm sendo cada vez mais deturpados e atacados. Quem os respeita é chamado de tudo quanto é pejorativo. O legal é ser sem-vergonha e libertino. Bom mesmo é transar à vontade com quantas pessoas quiser. E dá-lhe roupas indecentes e vulgares, com cada vez menos pano, pois o que é bonito é pra se mostrar. Quanta bobagem! Quanta filosofia de boteco!

É fácil reconhecer o adepto da luxúria: é aquele que só pensa “naquilo”; que pensa não com o cérebro, mas com a genitália; que comete as maiores perversidades e mentiras para ter prazer sexual; que não respeita valores como o matrimônio e a fidelidade; que perde a razão por umas belas curvas; etc. A luxúria é a raiz do adultério e da fornicação, do incesto, do homossexualismo e do lesbianismo, de tudo quanto é impureza espiritual.

A luxúria é um vício de muitas pessoas na atualidade. E sabemos que é um vício justamente porque a maioria não se dá conta dele. Ao contrário do que diz o senso comum, não se manifesta apenas no que se refere ao sexo. Quem é bajulador e compra os outros com mimos e presentes, está preso na luxúria. Quem finge, dissimula ou mente para não magoar os outros, também. Quem vive de aparências, idem. O luxurioso pretende ser amado a qualquer custo e ter prazer a qualquer preço. E quando não atinge esse objetivo, fica frustrado. Em vez de se resignar e converter, ultrapassa os limites já ultrapassados, cometendo cada vez mais desatinos, caindo em loucuras mirabolantes e inimagináveis.

O luxurioso recebe como prêmio a solidão. Mas não aquela boa solidão, bem medida e calculada, vivida por livre escolha e nos momentos oportunos, usada para meditar, rezar, estudar, etc. O fruto da luxúria é a solidão de quem já não pode escolher deixar de ser triste, pois as pessoas se afastaram, não mais a suportam, não têm mais prazer algum em estar perto dela. Eis então a grande cilada desse pecado: a luxúria mata o luxurioso, escraviza sua alma.

Contra a luxúria, Jesus nos ensina: é do coração do ser humano que surgem todos os tipos de impureza e perversidades (cf. Mt 15, 19-20). Quem abraça a luxúria no seu modo de pensar e de viver é porque já deixou que ela tomasse conta do seu próprio coração. O tratamento contra o vício da luxúria é a vacina da castidade. Primeiro, reconhecendo que muitas vezes somos maledicentes e impuros desde os nossos pensamentos. Depois, aprendendo a enxergar as pessoas não como objetos sexuais, prontas para o uso e o descarte. Por fim, reconhecendo que há muitas coisas bem mais prazerosas que a prática sexual e que nos satisfazem muito mais.

O pai da luxúria é o Diabo, que distorce a bela sexualidade humana criada por Deus e a transforma em fonte de tristezas e perversidades. O Mestre da Castidade é Jesus Cristo, que sendo o Filho de Deus deixou-nos seu exemplo de pureza: foi celibatário e casto por toda a vida; acolheu e converteu prostitutas e adúlteros que mudaram de vida deixando a luxúria de lado. Quem se deixa levar pela cantilena do capeta acaba se tornando um luxurioso desesperado, que na ânsia de se satisfazer acaba esvaziado por dentro.

Quem busca viver a castidade, luta por ela. Não se deixa levar por qualquer comichão nas partes baixas, nem se rende a qualquer imagem sensual de revistas ou sites pornográficos. Quem deseja uma vida pura, não tem medo de julgamentos alheios e nem de humilhações feitas com gracejos sem graça. E sabe fugir das ocasiões que facilitam esse pecado, pois mais vale um santo “covarde” do que um pecador “corajoso”. Portanto, cada um procure libertar-se do vício da luxúria para ser realmente não só na própria alma mas também no próprio corpo.

Amém.

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Visão de Mundo

Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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