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Publicado: Quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Sempre há o que partilhar!

O pão da vida, a Comunhão, nos une a Cristo e aos irmãos.
E nos ensina abrir as mãos para partir, repartir o pão. (José Weber)


 “Jesus tem pena e reparte o pão...”. Essa lição está muito presente nas atitudes de Jesus. Jesus veio ao mundo por amor a nós e repartiu-se por inteiro para nos ensinar que só o amor consegue ser serviço e doação. Veja o milagre da multiplicação dos poucos pães e peixes, saciando a fome da multidão. Diante da proposta dos discípulos para que a multidão fosse procurar comida nos povoados vizinhos, Jesus é firme: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Qual a grande lição? A partilha multiplica. O pouco repartido dá e sobra…

Na última ceia, Jesus institui a Eucaristia, a partilha e a comunhão: corpo e sangue ofertados como alimento para a vida daqueles que acreditam n’Ele: “Tomai e comei… tomai e bebei”.

É o máximo do Amor. Cristo, na comunhão dá a própria vida por nós, para que, também nós repartamos nossos dons e doemos a vida por nosso irmão.

E aí? Que resposta damos ao nosso Deus? Criados à sua imagem e semelhança para formarmos uma Civilização do Amor, num mundo igualmente criado com carinho e dotado de recursos para que todos tenham vida em abundância. O sonho é “tudo para todos”, “um por todos e todos por um” e não “cada um por si e Deus por todos”.

Mas a humanidade caminhou na contramão da Verdade e da Vontade de Deus, abandonou a religião da partilha, pela “religião” do acúmulo, onde reina a ganância, o egoísmo, as disputas, o poder dos bens materiais e a frieza dos corações.

A ordem é ter, conseguir o máximo, sem se importar como, ganhar e guardar o máximo, mesmo diante das perguntas: Para quê? Para quem? Para quando?

E olhe que “nem só de pão vive o homem”. Se não há partilha dos bens materiais (talvez o mais fácil) imagine o resto.

Que pena!

Tanta gente experimenta a solidão e o abandono, em meio à multidão que nega um olhar, um interesse, uma proximidade, uma visita, uma amizade.

Tanta gente doente, sofrendo e morrendo por falta de cuidados e de recursos nos hospitais.

Tanta gente passa fome e necessidades porque a maior parte dos recursos está em mãos fechadas, em corações endurecidos, voltados para si. Nunca é demais lembrar que o “Amor é uma porta que abre para fora”.

Tanta gente caída, descrente, desanimada, desmotivada, na falta de uma mão amiga, uma palavra de ânimo, de fé e de esperança.

Não há dúvida que os bons cristãos, os bons samaritanos estão aí, anônimos ou não, fazendo a diferença, salvando vidas e almas. O mundo tem jeito, mas o ser humano precisa converter-se.

O Amor é a grande força transformadora do homem e da sociedade. O mundo criado por Deus é fundamentado no Amor e tem condições de ser o paraíso terrestre, antecipação do céu. Deus plantou esse amor no coração do homem, mas, infelizmente, ele está muito esquecido, descuidado; por isso, nem sempre é capaz de transformar o mundo num celeiro de vida plena para todos, onde reinem a justiça e a paz, a igualdade e a fraternidade….

Sem dúvida, ajudando-nos mutuamente somos mais felizes e construímos o que Deus sonhou.

As Sagradas Escrituras narram a vida das primeiras comunidades cristãs que tinham tudo em comum e zelavam uns pelos outros. Até os pagãos se admiravam: “Vede como eles se amam!”. Nos dias atuais ao contemplarem as comunidades católicas pode-se dizer o mesmo?

No fundo queremos e precisamos que isso aconteça.

Que Deus nos ajude! 

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Família e Vida

Valdomiro Carezia

Valdomiro Carezia

Ex-professor e Auditor Fiscal Aposentado, possui Curso de Teologia para leigos. É colaborador no jornal "A Federação" de Itu.

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