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Publicado: Quinta-feira, 7 de julho de 2011

Semear é evangelizar

XV Domingo do Tempo Comum.

10 de julho. 2011.

Evangelho de São Mateus (13, 1-9)

 *   *   *   *   *   *   *   *   *

“”   Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galiléia. Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. E disse-lhes muitas coisas em parábolas:

“O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e comeram. Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. Mas quando o sol apareceu, as plantass ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. Outras sementes cairam no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. Outras sementes, porém, caíram em terra boa e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. Quem tem ouvidos ouça!”   “”

*   *   *   *   *   *   *   *   *

O evangelho do XV Domingo do Tempo Comum, chega pela palavra de Mateus, contida no capítulo 13. O tema anda em torno da parábola do semeador, narrada nos nove primeiros versículos e, sua explicação vem então mais detalhada a partir dos versículos de 10 a 23. Objetivamente e para melhor compreensão, nesta segunda parte, Jesus faz as devidas comparações.

Qual semente largada à beira do caminho, existe aquele que até a escuta e não a compreende, pelo que se torna presa fácil do malígno, que no fim lhe rouba até um mínimo de proveito das lições.

Semente caída em terreno pedregoso, fenece logo à falta de raiz que a sustente. É o caso de quem chega a se alegrar por ouvir a palavra, mas no entanto sucumbe logo na primeira provação que experimenta.

Pode acontecer também de existir uma semeadura em meio e por sobre os espinhos, que afinal tudo sufocam e impedem o nascimento de qualquer fruto.

Vai ocorrer ainda a situação de quem ouça a palavra, sem que se lhe aceite ou lhe dê importância. Nas suas escolhas e preferências, acaba por não ter tempo para qualquer crescimento espiritual. Dedica mais atenção às preocupações vãs e também porque se ilude ao buscar somente riquezas e fartura, meramente passageiras.

Tudo porém não se resume a perdas e frustrações.

Ainda existe terra de qualidade superior, em que vicejam e crescem frutos copiosos. Há quem ouça a palavra e a compreenda. Produz frutos a mancheias, os mais salutares, porque esses seguidores do Mestre têm ouvidos que escutam e olhos que enxergam o quão maviosa e amena é a palavra dele, mesmo que às vezes o infortúnio permeie os passos dos justos.

Dita a mensagem de forma outra, é recomendar cautela afinal de contas com o chão que se pisa. As margens e beiradas dos caminhos são inseguras. Piso pedregoso machuca os pés. E andar sobre espinhos entao, há de doer muito.

Por que não optar pois pela senda segura, conhecida, tanto mais que justamente nela sente você que Jesus o acompanha. Engana-se o homem que imagina que ele segue Jesus. Isto ocorre, porque frequentemente o ser humano não se apercebeu ainda que Jesus – Ele sim – nunca se afasta de nenhum de seus filhos, mesmo nos instantes de erro ou pecado.

Fica por perto, pressuroso de sua volta.

Na semana vindoura, na mesma linha de ilustração – a semeadura – Jesus aprofunda ainda mais

os exemplos. São versículos sequentes do mesmo capítulo 13 de hoje.

                                                                                                                    João Paulo

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João Paulo, pseudônimo do jornalista Bernardo Campos, adotado para temas de espiritualidade.

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