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Publicado: Quinta-feira, 23 de maio de 2019

Saudade Sem Saída

Crédito: www.kcur.org Saudade Sem Saída

 

 

Saudade Sem Saída 

 

A saudade é uma avenida,
Não tem curva nem sinal,
Não tem uma placa "Pare",
Nem tampouco transversal;
Quando a gente nela adentra
Nostalgia experimenta
Desde o início até o final.

 

É viagem surreal,
Desafia o entendimento...
Causa dor inexplicável
E embaralha o pensamento;
Não há como se iludir,
Todo mundo quer sair
Dela, nem que só um momento.

 

Esse banzo sentimento,
Vezes chega à depressão,
Cresce ao longo do caminho
Sem um "mas", ou um senão;
É uma insólita jornada,
Flecha amarga bem cravada
No centro do coração.

 

Via de única mão,
Seu veredito é cabal;
Resta ao pobre viajante
Ser paciente, afinal
Quem provou, sabe, na vida,
A saudade é uma avenida,
não tem curva nem sinal.

 

 


 

N. do A.:  inspirado num comentário de Raimundo Nonato Lisboa, que elaborou
               "... a saudade é uma avenida onde não tem nem curva nem sinal."

 


 

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George Gimenes

George Gimenes

Formado em Engenharia Elétrica pela Unicamp, poeta por vocação, publica online no "Recanto das Letras" e em seu blog "O Engenheiro Que Virou Poeta". Possui também publicações em livro solo e em antologias. Natural de Itu, reside com sua esposa no Canadá.

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