Colunistas

Publicado: Quinta-feira, 15 de abril de 2010

Saber aonde quer chegar

Saber aonde quer chegar
Saber aonde quer chegar para fazer boas escolhas!!

A vida profissional é cheia de surpresas e conquistas. Algumas são inesperadas. Outras, cuidadosamente planejadas. Porém, são todas interconectadas, interdependentes e, lindamente, desafiadoras.

Sou movida a desafios. Preciso sentir-me envolvida, motivada e apaixonada pelo “fazer” para então alcançar o alto desempenho. Assim tem sido por mais de 20 anos... 

De todos os projetos já realizados, a Orientação Profissional tem cada vez mais me encantado... e desafiado. Tomar consciência de que somos responsáveis por uma boa parte do nosso futuro e que as nossas ações refletem substancialmente na vida que queremos ter é fundamental para a boa escolha profissional. É quando os estudos, geralmente fora da escola, despertam interesse e talento e se transformam num campo aberto de todas as possibilidades.

É claro que essa consciência nem sempre é fácil, sobretudo numa fase em que a vida é cheia de aventuras e folias; em que o prazer mora no imediatismo e o futuro, parece distante. Mas a experiência e a convivência com adolescentes têm me convencido de que a juventude pode nos surpreender e que um bom direcionamento profissional associado à educação familiar estruturada, pode garantir o sucesso desse momento.

A primeira etapa desse processo é mostrar aos adolescentes a importância de um projeto de vida: só é possível escolher o caminho a percorrer quando se sabe aonde quer chegar.

Aliás, é essa a etapa que mais me fascina. Quando se consegue compreender que as ações do presente representam os passos para alcançar o projeto de vida, tudo se justifica; inclusive acordar cedo para enfrentar uma longa jornada de aulas. É a etapa da conhecida, e pouco praticada, visão sistêmica: compreender o todo para valorizar as partes.

No entanto, tenho observado alguns jovens seguros da escolha a fazer e do lugar futuro a conquistar, mas de pouca vontade e resistência para percorrer o caminho. Donos de uma preguiça imensa, de um corpo largado e de uma mente à deriva. Esse comportamento tem me provocado; às vezes me irritado.  Não consigo aceitar a passividade frente à vida. Cresci aprendendo a lutar pelos  sonhos, a fazer o melhor e a manter atitudes pró-ativas, sempre.   

A vida não pode ser tão fácil. A proteção exagerada dos pais, a permissividade e a benevolência têm contribuído para formação de uma geração desestimulada, sem anseios e persistências. Rosely Sayão diz, que “pais que resolvem pelos filhos questões que eles deveriam saber como solucionar, ensinam aos filhos que não precisam enfrentar a realidade.” São muitos os casos, dominantes na vida escolar, em que pais assumem a culpa do problema, como o esquecimento de um material ou de uma tarefa de casa, para proteger seus filhos.

Não existe crescimento emocional e intelectual sem frustrações e consequências dos próprios atos. Ainda que isso possa angustiar os sentimentos dos pais, os filhos precisam enfrentar o trajeto, duro e sofrido em alguns momentos, que permite a conquista da autonomia e da responsabilidade. As dificuldades nos ensinam que somos capazes, que as conquistas advindas dos esforços são mais prazerosas e que o sentido da vida está na superação.

Sem essa vivência, que deve começar desde pequeno, em casa, não é possível concretizar projetos de vida. Muito menos sucesso profissional.

Comentários

Conversas Entrelinhas

Mércia Falcini

Mércia Falcini

Psicopedagoga com Especialização em Formação de Professores e Sistema de Gestão. Atualmente é Diretora da Consultoria e Assessoria Saberes, Membro Fundador da Academia Saltense de Letras e colunista do site Itu.com.br.

Arquivo

14 de março de 2016

A corrida aos cinquenta

1 de outubro de 2015

Um filho gay: dores e amores

8 de dezembro de 2014

Refazendo as verdades

6 de março de 2014

A dor da perda

14 de fevereiro de 2014

A Pata do Elefante