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Publicado: Domingo, 3 de fevereiro de 2019

RENAN É O PIOR. E JÁ ERA!

Crédito: Internet RENAN É O PIOR. E JÁ ERA!
Renan é o pior. Sempre foi. E agora, já era. Que vá para o ostracismo político.

Os primeiros dias de fevereiro trouxeram à baila, mais uma vez, o Senado Federal e o status de “casa da mãe Joana” pelo qual é tão conhecido nacional e internacionalmente. Trata-se de uma vergonha federal o fato de não conseguirem realizar, em espaço razoável de tempo, uma simples eleição para a presidência da Casa. Some-se a isso o tremendo receio de alguns a respeito da votação aberta, além da inédita e inacreditável fraude com a qual tentou-se eleger Renan Calheiros a fórceps.

Não é fácil acompanhar todos os trâmites da Política nacional. Para começo de conversa, as sessões demoram horas e horas, em parte por causa da devida liturgia regimental mas também pela enrolação e falta de preparo de diversos parlamentares. O Congresso Nacional reflete a sociedade que temos: eleitores despreparados e confusos elegem vereadores, prefeitos, governadores, deputados, senadores e presidentes também despreparados e confusos.

Outra coisa que complica acompanhar os fatos políticos é contar com poucos órgãos de Imprensa realmente isentos e, por isso mesmo, honestos. Imparcial ninguém é, não sejamos polianas. Mas na grande mídia fakenews brasileira há emissoras e blogs sem o mínimo de vergonha na cara ou de decência jornalística para relatar os acontecimentos como são de fato, sem malabarismos semânticos carregados de ideologias e interesses vis.

Graças a Deus certas coisas estão mudando. A cobertura jornalística da eleição para a presidência do Senado durou metade do dia, quase 12 horas. Quem consegue acompanhar tudo? Pela internet agora conseguimos. Senão ao vivo, posteriormente nas redes sociais e canais que tudo arquivam. Parte do Congresso Nacional mudou também, substancialmente para melhor. Na eleição no Senado, destaco os senadores Marco do Val, Lasier Martins e Selma Arruda, cujos partidos não importam e sim a postura que demonstraram durante todo o processo. Vale a pena prestar atenção neles.

Para tristeza de uns e náuseas de todos os que entendem da Política nacional, tivemos que suportar também todo o xororô, as falácias, as enrolações e as tentativas de melar o processo eleitoral para a presidência do Senado. Causou vergonha alheia o ridículo José “Mijadinha” Maranhão, que presidiu a sessão com a habilidade de um macaco bêbado e a sabedoria de uma barata tonta (com o perdão ao símio e à artrópode). Mas o pior, “la merde de la merde”, ficou mesmo a cargo do senador Renan Calheiros (ou Canalheiros, como preferirem).

O dito cujo acima subscrito judicializou o processo, pediu e contou com a camaradagem petista do também vergonhoso ministro Dias Toffoli, ex-empregado de José Dirceu, capacho eterno do petismo e atual presidente do STF (Supremo Teatro Federal) para impedir o voto aberto para a presidência do Senado. No dia mesmo da eleição, Calheiros deixou o circo pegar fogo e, ao que tudo indica, inclusive segundo vários parlamentares presentes, tentou fraudar a votação com a ajuda de seus asseclas. Mas não deu certo: são tão incapazes quanto aluno que é pego colando na prova. Contaram-se 82 cédulas. São 81 senadores. O que houve? Fraude, que será devidamente investigada.

Nova votação começou. Jader Barbalho, aliado de Calheiros, nem ficou. Preferiu ir embora porque viu que o esquema tinha ido para o brejo. Calheiros permaneceu no Senado até verificar que vários senadores, contrariando por livre e espontânea vontade a liminar do sinistro Toffoli, passaram a declarar o voto abertamente para todo o Brasil. Qual criança que não sabe perder, Calheiros renunciou à candidatura, sem efeito algum, pois a votação já estava em andamento. Foi eleito o senador Davi Alcolumbre e que Deus o ajude a dar ordem na bagunça que é o Senado Federal, ainda aparelhada por petistas, comunistas e outros “istas” tão maléficos ao país.

Renan é o pior, sempre foi. Ele encarna tudo de ruim que há na política nacional e que, a cada expurgo das urnas, queremos eliminar do sistema político. Não pensem os ingênuos que, apesar de derrotado, ele está politicamente morto. No Brasil, maus políticos são piores que vampiros e não morrem com apenas uma estaca no coração. E isso porque vampiros não existem e os maus políticos sim.

Se Renan sempre o foi, agora Renan já era. Há de limitar-se à condição de bumbo (vazio por dentro e barulhento por fora), fazendo carnaval para chamar atenção. Só que ninguém mais se deixa iludir por seu discurso bonito, que tenta esconder sua mediocridade. Oxalá Renan se encaminhe para o ostracismo e o ocaso, mas para isso também é necessário que o valoroso povo das Alagoas pare de eleger gente desse naipe para os representar...

Apesar do circo todo, parece que algumas coisas no Brasil estão mudando para melhor. A falta de apoio e de influência de Renan, que já não goza mais da estima da maioria de seus pares, é apenas uma prova disso. A vida é uma dureza, as dificuldades são muitas e construir um país decente é um parto que dura décadas. Mas ou é isso ou o caos. E no caos já nos encontramos. Sigamos em frente, portanto, orando e trabalhando, para que o Brasil fique cada vez mais livre dessa gente canalha e sem caráter, na política e em outras áreas, cujo asco é representado na figura de Renan.

Amém.

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Visão de Mundo

Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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