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Publicado: Quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Refletindo com Westworld

Imagine um lugar onde humanos podem matar, roubar e agredir sem limites, sem julgamentos. Imaginou?! Esse é Westworld, um parque futurístico povoado por andróides, chamados de anfitriões (hosts). O lugar reproduz o velho oeste e é frequentado por ricos dispostos a pagar para viverem sem consequências seus desejos e vícios. Se você ainda não assistiu a série, pare a leitura por aqui, assista e volte para refletirmos juntos sobre essa história complexa e de muitas analogias com o mundo em que vivemos.

Voce sabia que Westworld a série produzida por J.J Abrams é inspirada no filme de mesmo nome lançado em 1973? Sim, esse filme foi criado por Michael Crichton e ambos trazem uma odisseia obscura sobre o despertar da consciência artificial.

Ao longo de seus 10 episódios em loop, desenvolvidos por Jonathan Nolan e Lisa Joy, fui me envolvendo a ponto de compreender a desilusão de Willian (Jimmi Simpson), um humano sensível que conseguiu perceber o despertar de uma consciência em Dolores (Evan Rachel Wood), a primeira anfitriã do parque, mas que acabou obcecado e destruído por um mundo que não era o dele.

Westword é o tipo de série que trás reflexões antigas como - Onde começa a vida? Qual nosso propósito no mundo? - como também novas reflexões - Qual seria o limite entre criador e criatura? O que nos faz civilizados? Será que se você ficasse imerso em uma fantasia como Westworld acabaria descobrindo coisas que não gostaria sobre você? Qual será o futuro da inteligência artificial? A humanidade estaria preparada para ela? São tantas perguntas, não é mesmo? 

Nesse artigo não vou falar sobre a trilha sonora impecável, ou as personagens e atuações maravilhosas, vou pegar essa deixa para o próximo artigo que farei da segunda temporada. Porém, eu não poderia deixar de citar o quão incrível foi ver Rodrigo Santoro, um "brazuca", no elenco principal.

A série está concorrendo com 22 indicações ao EMMY 2017, algumas delas são:

  • Melhor série dramática 
  • Melhor atriz em série dramática (Evan Rachel Wood)
  • Melhor ator em série dramática (Anthony Hopkins)
  • Melhor atriz coadjuvante em série dramática (Thandie Newton) 
  • Melhor ator coadjuvante em série dramática (Jeffrey Wright)

Você assim como eu, deve estar com aquela ansiedade para a segunda temporada, não é mesmo?! O que esperar da nova narrativa de Ford (Anthony Hopkins), que começa com o nascimento de um novo povo, onde os anfitriões assumem o lugar de donos de seu mundo? 

A única coisa certa é que a segunda temporada prevista para 2018 na HBO será de muitas surpresas! 

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Amor em Série

Priscila Melchior

Priscila Melchior

Apaixonada por filmes e maratonista de séries. Quase se formou em Administração, mas descobriu que gosta mesmo é de se comunicar.

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