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Publicado: Quinta-feira, 18 de julho de 2013

Pra Quem É a JMJ?

Crédito: Internet Pra Quem É a JMJ?
É preciso cativar a juventude!

Refletindo sobre a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), deparei-me com a questão-título acima. Agendada e aguardada há anos, o maior evento católico deste ano acontece no Rio de Janeiro (RJ) trazendo uma série de perguntas. Algumas delas: qual legado deixará para a juventude brasileira? O que significará para a juventude mundial? Que sinais dará para a Igreja Católica?

Há muito tempo venho acompanhando a mobilização dos jovens com o intuito de participar da JMJ. São milhares os que atuarão como voluntários. São milhares os que montaram projetos, sites e blogs, para se comunicar tendo o evento como assunto principal. São milhares os que organizaram eventos (festas, bingos, rifas, etc) para juntar verbas e formarem caravanas de jovens peregrinos.

Chego à conclusão que a JMJ não é para despertar a juventude. Afinal, a juventude católica já está mais que mobilizada. Se a internet serve para tantas bobagens, serviu também para fomentar a participação dos jovens nesse evento. Não só no Brasil, mas pelo mundo todo. Cerca de 3 milhões de jovens de todo o planeta são aguardados na Cidade Maravilhosa.

Toda essa gente irá dar um belo testemunho da fé católica. Principalmente para os jovens que ainda não se enfileiram na Igreja. Estes devem se perguntar de onde vem tanta alegria e entusiasmo, tanta vontade de mudar as coisas, de encarar a vida com tanta esperança, de nadar contra a corrente exigindo um mundo mais humano e fraterno. A resposta é fácil: tudo isso vem do Jovem de Nazaré, o nosso brother (irmão) Jesus Cristo. Saber a resposta é fácil; o desafio é viver essa resposta diariamente...

Para quem é a JMJ? Chego à conclusão de que este evento e o testemunho de milhões de jovens são, na verdade, para a própria Igreja, para os cardeais e bispos, para os padres e diáconos, para as lideranças de Pastorais e Movimentos. Há muita gente em nossas comunidades preocupada demais com contabilidade e ritos, deixando de lado o atendimento aos anseios da juventude.

Não quer dizer que umas coisas sejam mais importantes que outras. Tudo é importante. E sendo assim, nada pode ser deixado de lado. Fato é que os jovens acabaram ficando no cantinho das prioridades a resolver. A Igreja Católica ainda não encontrou uma maneira eficaz de dialogar com a juventude informada e informatizada de hoje. Não achou a melhor maneira de apresentar a proposta de Jesus ao jovem, sendo mais atraente do que as tantas seduções mundanas atuais.

Rezo para que o nosso clero e as nossa lideranças, durante a JMJ, possam se animar na busca por esse diálogo sem hipocrisias e com base em um verdadeiro testemunho. A Igreja Católica precisa acordar mais uma vez para a força do jovem, que é sua primavera.

Sem flores novas, nenhum jardim fica bonito. É preciso plantar a semente, cultivar a fé, cativar a juventude!

Amém.

- Acompanhe o Programa Amém todas as terças-feiras, das 20h às 22h, na Rádio Nova Itu 105,9 FM ou em www.novaitufm.com.br

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Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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