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Publicado: Domingo, 9 de dezembro de 2012

Pastel de Feira

Crédito: Internet Pastel de Feira
Domingo é dia de feira. E de pastel.

Domingo não tem feira. No nome. Porque nos dias úteis a temos de segunda a sexta-feira.

Útil? Domingo não tem sua utilidade? Claro que tem!

Domingo é o "dies Dominicus", o dia do Senhor para os que professam o cristianismo.

E domingo é dia de muito trabalho para quem trabalha na feira.

O tempo passa, o tempo voa, mas a  vida dos feirantes continua. Mesmo com os hipermercados aos montes, praticamente há feiras em  todas as cidades brasileiras.

Quantas vezes, ao chegar de madrugada em casa, acompanhei a movimentação dos feirantes. Chegavam com suas peruas e caminhões, montando as bancas de madeira e suas coberturas de lona. Tudo num relativo silêncio, para não atrapalhar o sono dos que ainda dormiam.

Geralmente o público da feira é composto por pessoas mais maduras. São aquelas acostumadas a acordar cedo, quando está mais fresquinho. Ali se encontram amizades de longa data, há papos fortuitos com parentes ou conhecidos, trocam-se novidades e faz-se uma fofoquinha ou outra. Cena rara é ver alguma criança ou jovem acompanhando os avós, por exemplo, mas acontece.

Algumas vezes, nos tempos em que eu ainda tinha pique para chegar "cedo" em casa depois de uma festa, a passadinha na feira dominical para comer um pastel era obrigação quase religiosa.

Aliás, um pastel não. Dois ou três. Pastel de feira, feito na hora, sequinho e de massa crocante: impossível comer um só. Para acompanhar, um cafezinho ou um guaraná.

Tomara que os tempos futuros não consigam mesmo apagar esse costume coletivo do "ir à feira", coisa tão simpaticamente brasileira.

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Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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