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Publicado: Domingo, 28 de outubro de 2018

Parabéns, Capitão!

Crédito: Internet Parabéns, Capitão!
Para os que acreditam em Deus e no poder da oração, nossa colaboração primeira é rezar.

Mantendo uma tradição desta coluna, que é o de parabenizar a pessoa que ocupa o cargo de Presidente da República pela primeira vez, saúdo o presidente-eleito Jair Messias Bolsonaro. Parabéns, Capitão! Aos chorões de plantão, vale dizer que tive a mesma postura em relação a Lula (votei nele em 2002) e Dilma (não votei nela nunca). Coerência, a gente pratica por aqui.

Passados 55 anos do início do regime militar, novamente um oriundo da caserna volta a ocupar o cargo máximo do Executivo nacional. Militar reformado, diga-se de passagem, mas ainda militar. Reformado que significa “aposentado” das armas, mas não da cidadania. A tarefa do Capitão não é fácil. Ele e sua equipe terão desafios terríveis pela frente. Um dos primeiros é unir e pacificar o Brasil, lembrando a todos que estamos no mesmo barco verde-amarelo.

Nos idos da década de 1960 os militantes de esquerda viram naufragar todos os seus planos de instaurar aqui uma ditadura comunista do proletariado. Empolgados que estavam com Cuba e alhures, pensavam em fazer o mesmo por aqui. Perderam em todas as frentes. Perderam no argumento. Perderam nas armas (nas guerrilhas e seqüestros, nos assaltos a banco e atentados que realizaram). Perderam na opinião pública (com oposições da imprensa e da sociedade).

Os esquerdistas, malandramente, trocaram a luta corporal e armada pela guerra cultural. Entraram e tomaram conta das redações dos jornais e emissoras; dominaram as universidades públicas; mandaram em editoras para publicar apenas livros de viés comunista; implantaram a maldição do “politicamente correto”; difamaram e tiraram espaço de toda e qualquer liderança direitista, criando falsos partidos para competirem consigo mesmos. E assim tivemos implantada no Brasil a famigerada hegemonia cultural e política pregada por Antonio Gramsci.

Pois bem: a hegemonia vermelha acabou. Ou melhor: está começando a acabar. A eleição de Bolsonaro faz a roda girar em outra direção. Após mais de três décadas de dominação ideológica esquerdista, o Brasil volta a respirar melhor. Afinal, mesmo que não o saiba, o brasileiro típico é conservador por natureza. Tem fé em Deus e no esforço do seu trabalho, quer pagar seus impostos e sustentar dignamente a Família, sem medo da violência e vivendo sob bons e positivos costumes que não rebaixem o ser humano.

Jair Bolsonaro tem um desafio gigante pela própria natureza das coisas como estão. A crise brasileira não é apenas econômica ou social. Estamos em meio a uma grave crise moral, onde tudo que é ruim está sendo permitido e tido  como natural. Estamos em meio a uma grave crise de valores, onde os costumes degradados empurram nosso povo para o submundo do crime e da corrupção sob aplausos histéricos de tontolóides esquizofrênicos. Não se trata, portanto, de mudar apenas condições econômicas e políticas públicas. Trata-se de mudar, para melhor, a mentalidade de todos os brasileiros e brasileiras. Chega de bandalheira, desbunde e imoralidades!

Certamente teremos de suportar muita mimizice, previsões catastróficas de “especialistas”, bastantes fakenews e constante oposição dos esquerdistas que ainda estão entrincheirados na imprensa e nas universidades. A realidade, porém, há de vencer e a verdade há de nos libertar do jogo falso a que nos submeteram por tanto tempo.

Para os que acreditam em Deus e no poder da oração, nossa colaboração primeira é rezar. Rezar muito para que tudo dê certo para todos nós. Que Bolsonaro cumpra aquilo que pregou durante sua campanha eleitoral e coloque o Brasil acima de tudo. E que Deus permaneça acima de todos, cuidando de nós como sempre com o carinho peculiar que dedica ao povo brasileiro. Amém!

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Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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