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Publicado: Segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Papai Noel e Jesus Cristo

Papai Noel e Jesus Cristo

O personagem de Papai Noel foi inspirado no Bispo São Nicolau Taumaturgo, arcebispo na Turquia no século IV, onde ele costumava ajudar anonimamente as pessoas em dificuldade financeiras, deixava um saco de moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas, sendo mais tarde declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos, e sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e começou a correr o mundo inteiro, até se tornar o famoso bom velhinho de roupa vermelha, o qual os americanos o transformaram.

Infelizmente hoje esta história não é contada para as crianças as quais acreditam que o Papai Noel mora no Poló Norte e vem na noite de Natal nos trazer presentes, voando em seu trenó mágico puxado por suas renas, caso você tenha se comportado durante o ano.

Porém, o verdadeiro significado nesta data parece ter sido substituído, fazendo com que muitos nem conheçam Jesus Cristo e por incrível que pareça algumas crianças nem sabem que se comemora nesta data o dia de seu nascimento.

Não há evidências históricas as quais demonstram com precisão a data do nascimento de Jesus, sendo desde o século IV, festejado o nascimento de Cristo no dia 25 de dezembro, numa adaptação das festas ao deus Sol dos povos pagãos, adquirida pelos Romanos, a data real é incerta.

A figura de Jesus Cristo nos trazido e que conhecemos é de um homem também barbudo, porém de vestes simples, humilde e de espírito totalmente elevado o qual possuí o grau máximo de perfeição e ao contrário da figura alegórica do Papai Noel, nos traz presentes todos os dias, pois deixou exemplos e ensinamentos para toda a vida de todos os tempos.

Enquanto o Papai Noel só vem no final do ano se você foi uma pessoa boa, Jesus Cristo está sempre conosco todos os dias do ano, seja você uma pessoa boa ou não. Ele nos mostrou que o seu reino não é deste mundo e que há muitas moradas na casa do Pai (Deus) e que ninguém poderá ver estas moradas se não nascer de novo. Mostrou-nos o quanto é Consolador e as bem aventuranças de uma vida e dentre os seus maiores ensinamentos foi o do amor ao próximo como a si mesmo, dentre outros como amar aos vossos inimigos, honrar pai e mãe, fazer a caridade, servir a Deus e nos mostrou que temos o poder de crescer e atingir também um dia a perfeição.

Nesta época do ano se vê tantas pessoas unidas ou em busca desta união, fazendo a caridade e incentivando a outros. Porém em que pese essa boa vontade ela é advinda de um marketing pessoal de uma demonstração de que a pessoa esta fazendo o bem ao próximo como se estivesse pagando uma indulgência e com isso tudo esta resolvido.

Ora: “Guardai-vos, não façais as vossas boas obras diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis a recompensa da mão de vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, dás a esmola, não faças tocar a trombeta diante de ti, como praticam os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados dos homens; em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Mas quando dás a esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a sua direita; para que a tua esmola fique escondida, e teu Pai, que vê o que fazes em segredo, te pagará” (Mateus, VI: 1-4).

O bem é sempre válido, seja ele na época que for, mas desde que sem ostentação, com modéstia real, sem exibições públicas e o principal, a caridade deverá ser feita durante todo o tempo, durante toda a vida, pois sem caridade não há salvação.

Quando era mais novo e enquanto meu avô materno estava entre nós neste plano físico, me lembro que na véspera do Natal nos reuníamos todos em sua casa e por mais diferenças que tivéssemos uns aos outros, todas eram esquecidas e tudo era motivo para festa, alegria e troca de presentes.

Com o falecimento do meu avô a família depois de uns dois natais, tornou-se desunida, principalmente após o desencarne de minha avó a qual não suportou muito tempo a ausência física do meu avô.

A maturidade chegou e percebi o quanto tudo aquilo apesar de bom, talvez não fosse o correto, pois ao invés de troca de presentes, eu prefiro hoje lembrar do amor de verdade o qual envolvia todo aquele momento, assim como dos ensinamentos de meu avô o qual é o grande responsável pela minha busca da espiritualidade e de Deus.

Hoje não vejo mais a palavra família como via até um tempo atrás e quando tiver um filho irei ensinar para ele o verdadeiro significado do Natal, o que realmente se comemora e mostrarei a ele na hora correta a verdade sobre o bom velhinho, para que pelo menos dentro de seu coração se faça presente o verdadeiro exemplo de homem e espírito, Jesus Cristo.

Que a caridade, seja ela material ou mesmo até fraternal e espiritual, aquela através de uma benção ou de uma palavra amiga ou apenas aquela que você disponha do seu tempo para ouvir uma alma necessitada que precisa de um ombro amigo, seja feita todos os dias da sua vida e sem que as demais pessoas precisem saber, pois o principal Banco aonde você possa guardar seus verdadeiros tesouros não esta neste mundo, mas sim nos céus, aonde Deus e Jesus Cristo o acompanham todos os dias! Feliz Natal para todos e que a luz irradiante do Senhor se faça presente em seus corações não apenas hoje mas em todos os dias de suas vidas.

 

FELIZ NATAL !

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Rogério Gimenez

Rogério Gimenez

Advogado nas áreas cíveis, bancárias e defesa do consumidor. Trabalha em São Paulo e reside em Itu.

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