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Publicado: Quarta-feira, 26 de setembro de 2018

ONU (Organização Nonsense Utópica)

Crédito: Internet ONU (Organização Nonsense Utópica)
Organismo segue pauta esquerdista, é sem sentido e desconectada do mundo real.

O ditado popular afirma que de boas intenções o inferno está cheio. Nada mais verdadeiro no que se refere à Organização das Nações Unidas (ONU). Em tese a instituição foi criada como um aprimoramento da Liga das Nações que, após os traumas das duas Grandes Guerras, viu-se defasada principalmente por causa das alterações no equilíbrio de poder europeu e na própria constituição geográfica de diversas regiões do planeta.

                Como a teoria aceita tudo, no papel o ideal da ONU era que funcionasse como um fórum mundial arbitral no qual governos de vários países pudessem discutir suas reivindicações, resolvendo tudo na base da política e da diplomacia, evitando assim os grandes sofrimentos e prejuízos gerados por conflitos armados. O organismo seria também um local democrático onde os membros associados teriam voz, mesmo que fossem pequenos países insignificantes do ponto de vista econômico ou estratégico.

                Na prática a ONU virou um balaio de gato sustentado pelas contribuições norte-americanas mas curiosamente dominada pelos inimigos dos EUA, em resumo, os comunistas espalhados pelo globo. Em nome da democracia, ignora-se que a China desrespeita inúmeros direitos humanos. Ditadores comunistas do desnível de um Nicolás Maduro são suportados esbravejando conceitos bolivarianos. E ditadores repaginados como Miguel Díaz-Canel, que a fakemídia chama de “presidente” ou de “líder de Cuba”, mas que na verdade continua sendo um boneco da ditadura comunista cubana, podem destilar um sem número de inverdades em nome da tolerância e do politicamente correto em nível mundial.

                Na assembleia realizada durante esta semana, Díaz-Canel foi enfático ao defender o regime demoníaco de Nicolás Maduro na Venezuela; foi errático ao afirmar que Lula é “preso político” (na verdade é um político preso); e foi enfático ao vaticinar que o caráter socialista da revolução comunista em Cuba será sempre irrevogável. Foram tantos devaneios e falácias que só podemos atribuir tamanho grau de nonsense à simples e pura falta de caráter em favor do comunismo.

                É triste constatar que a ONU não conseguiu, desde a sua fundação, evitar mais de 50 conflitos armados em todo o planeta. Ela não evitou a Guerra Fria, nem a Guerra da Coréia. Não evitou a Guerra do Vietnã, nem a  crise separatista do Camarões (iniciada em 2016). Não evitou morticínios como os de Kosovo ou de Ruanda. Enfim, a ONU como elemento da paz mundial foi um tremendo fracasso.

                E por que isso? Talvez porque tenha deixado de lado sua missão principal para dedicar-se a outros assuntos, todos presentes na pauta da esquerda mundial: casamento gay, legalização do aborto e das drogas, o utópico mundo sem fronteiras, fim das religiões, predominância do Estado sobre os indivíduos, etc. A ONU, em vez de lidar com a realidade que nos cerca, trabalha na construção de um mundo imaginário que jamais chegará. É como desejar um suco de laranja só por pensar nele, sem buscar as frutas no mercado.

                Graças a Deus que a ONU, enquanto instituição, tem como regra básica de seus estatutos a impossibilidade de interferir na soberania de qualquer país. É por isso que, mesmo que esperneie e escreva milhares de cartas, documentos ou pareceres, jamais qualquer uma de suas comissões poderá interferir aqui na nossa vida, no nosso Executivo, no nosso Legislativo, no nosso Judiciário.

                Pessoalmente, desconfio até do cheiro de tudo quanto é relativo à ONU. Se vem de lá, melhor é investigar. Até que volte para o mundo real e deixe de lado sua militância esquerdista, a ONU não passa de uma organização sem sentido, perigosa e desconectada do mundo real.

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Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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