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Publicado: Quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O primeiro sinal de Jesus

Segundo Domingo do Tempo Comum.
 
Neste 17 de janeiro, 2010, conquanto se esteja no “Ano C” de Lucas, serve-se a liturgia do evangelista João (2, 1-11) para dizer do primeiro milagre de Jesus, nas Bodas de Caná.
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“” Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galileia.
 A mãe de Jesus estava presente.
Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento.
Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse:
“Eles não tem mais vinho”.
Jesus respondeu-lhe:
“Mulher, porque dizes isso a mim? Minha hora ainda não chegou”.
Sua mãe disse aos que estavam servindo:
“Fazei o que ele vos disser”.
Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.
Jesus disse aos que estavam servindo:
“Enchei as talhas de água”.
Encheram-nas até a boca.
Jesus disse:
“Agora tirai e leva ao mestre-sala”.
E eles levaram.
O mestre-sala experimentou a água que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.
O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse:
“Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!”
Esse foi o início dos sinais de Jesus.
Ele o realizou em Cana da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele. “”
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Alguns diálogos nos evangelhos poderiam dar a impressão de uma relação um tanto áspera entre as pessoas, como aparenta a resposta de Jesus à sua mãe, ao lhe dizer praticamente que nada tinha ele a ver com a falta de vinho.
 
Noutras passagens e com outros personagens, sente-se às vezes a troca de palavras extremamente objetivas.
Mera impressão.
 
No caso, é tão sensível o Mestre à preocupação de Maria e o apreço aos noivos que, sem mais, orienta para que se enchessem as talhas de pedra.
Esse evento autoriza, desde logo, a naturalidade da devoção à Virgem Maria, como intercessora direta a Jesus, em todos os reclamos dos fiéis.
 
É justo pois que se lhe coloque aos cuidados nossos anseios e necessidades e que se lhe peça leve até o seu filho o possível socorro.
 
Sabem todos que nem sempre se pede o que seja mais necessário e, por isso, até quando parece que os pedidos foram em vão, é ter certeza absoluta de que as súplicas são atendidas na forma e na maneira sábia da providência divina.
 
Os discípulos, de sua vez, que já se sentiam atraídos por Jesus e o acompanhavam, a partir daí viram o acerto da confiança depositada no Mestre e sem dúvida que o milagre os firmou na sua fé.
 
Hoje, na modernidade, com tantas atrações à volta do homem, precisa ele ter momentos de reflexão e calma, para não se distanciar das lições de Jesus, ser fiel à Igreja e conscientizar-se de que se lhe repete, a cada um, todos os dias, o milagre que não se percebe, de se acordar vivo mais uma vez.
 
Acordado, vivo e consciente, glorie-se deste privilégio e volte-se para quem lhe garante tantos benefícios, numa prova clara de um amor e predileção verdadeiros: Jesus!
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João Paulo

João Paulo

João Paulo, pseudônimo do jornalista Bernardo Campos, adotado para temas de espiritualidade.

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