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Publicado: Sábado, 7 de setembro de 2019

O peso da cruz

REFLEXÃO DOMINICAL -8.9.2019

23º. do Tempo Comum – Liturgia do Ano C

Evangelho (Lucas, 14, 25-43)

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””    Naquele tempo, grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse:

“Se alguém vem a mim, mas não se desapega do seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.

Com efeito, qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: ´Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!´

Ou ainda, qual o rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se, com dez mil homens, poderá enfrentar o outro, que marcha contra ele com vinte mil? Se ele vê que não pode, enquanto o outro ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz.

Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo que tem, não pode ser meu discípulo!”    “”

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Jesus, com estas palavras candentes, estaria a exigir adesão plena a Ele e sem quaisquer atenuantes ou, pelo contrário, se trataria somente de um vezo, como se não fora advertência mais séria?

Sem a pretensão de entendimento teológico, nível a que o comentarista sequer pode pretender, tome-se o texto como de absoluto rigor e, tanto quanto se admita, sem concessões a meios termos.

De outra feita, ingenuidade também, minimizar a profundidade do tema, pelo disparate da vida social de todos os tempos, que refoge aos ditames do evangelho.

Como agir ou reagir?

Ricos desprendidos de todo e carentes extremados sem revolta? Onde?

Senda outra, portanto, cumpre aos fiéis nela se definirem e fazer sua opção.

Desafio, em suma, à espera da consciência de cada um.

Uma nesga de esperança - ainda que no meio termo desses dois extremos - quem sabe reste um caminho menos pedregoso.

                                                                       João Paulo

 

 

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João Paulo

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João Paulo, pseudônimo do jornalista Bernardo Campos, adotado para temas de espiritualidade.

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