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Publicado: Quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O mundo não é assim?

XXII DOMINGO – TEMPO COMUM

Setembro, 2. 2012.

Evangelho de Marcos (7,1-8.14-15.21-23)

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“”    Naquele tempo, os fariseus e alguns mestres da lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois lavar em as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. Ao voltar da praça,  eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. Os fariseus e os mestres da lei perguntaram então a Jesus:

“Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?”

Jesus respondeu:

“Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”.

Em seguida, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse:

”Escutai, todos, e compreendei: o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas essas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem”.    “”

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“Da boca pra fora”, um dito popular, usual e conhecido.

Assim se procede quando se fala alguma coisa que entretanto na verdade não se deseja dizer. Falar por falar.

Jesus verbera em palavras duras, aquilo que muito bem sempre caracterizou o procedimento e as formas exteriores dos fariseus e doutores da lei. Detinham cargos e funções importantes, impunham-se ao povo, exatamente como nos tempos de hoje procedem os políticos. Enganam, sem pejo, descaradamente.

Atente-se, pois, às acusações vindas de Jesus, que mostram a desfaçatez dos simples mortais, a humanidade, capazes de todo tipo de perversões.

Difícil um exame próprio de cada um para si mesmo, se nos vocábulos todos, mencionados por Jesus, também não incide o homem, modernamente, nesta ou naquela situação. Afinal de contas, o erro e o descaramento andam à solta, propalados e sempre a encontrar seguidores.

O mundo não é assim? Algum exagero nesta assertiva?

                                                                                                  João Paulo

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João Paulo, pseudônimo do jornalista Bernardo Campos, adotado para temas de espiritualidade.

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