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Publicado: Segunda-feira, 2 de abril de 2018

O Dia da Verdade

Crédito: Internet O Dia da Verdade
Jesus não é mentira inventada: é a Verdade, o Caminho e a Vida.

Por causa de uma antiga brincadeira alguns convencionaram chamar o 1º de Abril de “Dia da Mentira”. É oportunidade para os que gostam de preparar as chamadas “pegadinhas” para enganar ou tirar sarro dos conhecidos. Infelizmente há também os que não sabem brincar e fazem brincadeiras de mau gosto. O mote pode até ser divertido e um exemplo é aquela música do Erasmo Carlos, chamada “Pega na Mentira”.

A mentira não é boa companhia, nem boa mestra. A sabedoria popular afirma que a mentira é anã, pois tem a perna curta. Mas isso não é problema algum. Curta ou não a mentira, depois que aparece, sempre cresce e pode até mesmo tornar-se gigantesca. Também, pudera, deve ser alguma herança genética de família. A fé nos ensina que é o diabo o pai da mentira.

Há várias linhas de abordagem para que façamos uma reflexão sobre a mentira. A que mais gosto de utilizar é uma que estabelece como seu fundamento a ausência de um fato concreto. A mentira é sempre uma invenção, jamais um fato em si. Ela pode até utilizar-se de um acontecimento, distorcendo-o. Mas isso não cria um fato novo em si mesmo. Trata-se apenas de uma variação fantasiosa e inventada de algum fato e, por isso mesmo, mentirosa.

Quem mente nunca está preocupado com o fato em si mesmo. O mentiroso gosta de imaginar e inventar, distorcer e inverter a verdade das coisas. Para este o acontecimento real é apenas um pretexto, a matéria-prima para criar mentiras. Se o mentiroso se importasse com a verdade, não mentiria. A situação chega ao máximo da periculosidade quando a mentira inventada é usada para prejudicar os outros. Ou até mesmo quando passa a prejudicar o próprio mentiroso que, de tanto contar mentiras, acaba escravo das invenções distorcidas que criou, acreditando piamente nelas.

Ao contrário da mentira, a Verdade é sempre baseada em fatos. Os acontecimentos reais da vida são coisas concretas, que aconteceram realmente. Para encontrarmos a Verdade basta investigar os fatos. Mas com honestidade, sem distorcer a realidade encontrada. Senão cai-se no velho dilema do copo metade cheio ou metade vazio, mentalidade oriunda da praga relativista.

Muitas pessoas, por ignorância mesmo, por falta de estudo e por não refletirem o suficiente sobre os Mistérios da fé cristã, julgam que a vida, a morte e a ressurreição de Jesus são frutos de mentiras humanas. Que toda a história da Revelação trazida por Cristo são invencionices da Igreja e de seus “fanáticos”. Iludidos, enxergam uma teoria de conspiração porque assim é que foram domesticados a pensar. Não se dão conta do básico: tudo o que envolve a pessoa do Nazareno é baseado em fatos, reais e com testemunhas verídicas.

Jesus nasceu em Belém, criou-se em Nazaré, era carpinteiro como o pai adotivo. Pregou o Evangelho em vários locais, teve uma vida pública e reconhecida. Foi preso, julgado e morto. Ressuscitou, apareceu aos discípulos e subiu aos céus prometendo voltar no tempo oportuno. Tudo isso são fatos. E fatos verdadeiros.

Assim, se o mundo insiste em viver na base da mentira e ignorando os fatos, ao menos para os cristãos a Páscoa da Ressurreição é o Dia da Verdade. Como disse o Mestre, essa Verdade, que é Ele mesmo, é que nos libertará. O Pai da Verdade é Deus, o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Feliz e Santa Páscoa a todos!

Amém.

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Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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