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Publicado: Terça-feira, 7 de maio de 2013

O Dever de Falar

Crédito: Internet O Dever de Falar
Devemos falar conforme o que Jesus nos ensina.

Apesar da evolução tecnológica e das tais “revoluções” que a sociedade inventa, o mundo parece cada vez mais intransigente. Talvez isso seja um efeito colateral do discurso politicamente correto de que “todos somos iguais”. Ledo engano: não somos, nem nunca seremos iguais. O desafio não é eliminar essa desigualdade toda. O desafio é conviver com essas tantas diferenças.

Como católicos, guardamos a Palavra de Deus. Trazemos os conselhos e orientações da Igreja para a própria vida. Não “guardamos” no sentido de deixar escondido, inacessível. Nós “guardamos” no sentido de que valorizamos tudo isso, pois são a base da nossa caminhada.

Esse caminhar não é apenas no aspecto espiritual e íntimo. Também não é apenas em relação à vivência comunitária nas Pastorais e Movimentos. Esse caminhar é principalmente no mundo concreto do cotidiano, na vida real de todos os dias e nos desafios que nos proporciona sem cessar.

Diariamente nos vemos cercados por questões polêmicas. Algumas, analisadas profundamente, nem são tão importantes como muitos consideram. Mas diante dos tabus parte das pessoas parece arrefecer. Os confundidos arrotam uma quantidade enorme de baboseiras, enquanto os esclarecidos ficam calados. Os primeiros são como crianças birrentas. Os segundos são como pais conformados com tanta birra.

O católico adulto, de fé realmente amadurecida e vivenciada, tem o dever de falar. Somos chamados a ser profetas dos dias de hoje. As idéias que proclamamos não são nossas: são de Deus, que enviou seu Filho Único para nos ensinar. Nossa preocupação em falar deve ser diminuída, pois contamos com a luz do Espírito Santo a guiar nossas inteligências.

Não recebemos o dom da fé para sermos covardes diante dos desafios atuais. Ao contrário, a Igreja Católica sempre foi conhecida pela sua ousadia e coragem. Nesta era de mudanças e distorção de valores, não poderá ser diferente.

Uma orientação sobre o modo de falar nossas verdades é necessária: não precisamos fazer isso de modo tempestuoso, acirrando richas, fazendo provocações, desrespeitando os que pensam diferente, arrogando-nos um ar de superioridade, etc. Quem assim procede, em nada ajuda. Antes, atrapalha mais ainda.

Para bem exercer o nosso dever de falar, precisamos estar repletos de paz interior. Mas não aquela paz que significa apenas calma e tranqüilidade. Estou falando daquela paz que vem de Deus e que nos é dada por Jesus. Cristo nos dá uma paz que não pode ser encontrada na vida mundana.

Essa paz é que nos dá coragem para falar. Essa paz é que nos orienta sobre como falar com o coração sereno. Sem ódio, mas também sem medo, para que não se perturbe ou se intimide o nosso coração. É Cristo nos ensinando mais uma vez, insistentemente: “Não tenham medo!”.

Você, católico consciente, prepare-se: o seu dever de falar pode aparecer a qualquer momento, em qualquer ambiente ou ocasião. Estaremos todos devidamente preparados ou seremos omissos uma vez mais?

Amém.

- Acompanhe o Programa Amém todas as terças-feiras, das 20h às 22h, na Rádio Nova Itu 105,9 FM ou em www.novaitufm.com.br

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Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é sacerdote católico apostólico romano e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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