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Publicado: Sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

O Computador - Parte 2

Quem lida com os computadores, não nega as facilidades que ele nos proporciona. Entretanto, há momentos em que dá vontade de jogá-los janela abaixo, tratando-os aos socos e pontapés. E isso acontece principalmente quando o computador “trava”. Tudo fica paralisado e somos obrigados a ficar com cara de bobocas diante da tela, esperando alguma mensagem surgir ou não.
 
Um computador pode travar por inúmeros motivos. Pode ser um problema físico, alguma peça ou componente defeituoso. Pode ser defeito em algum dos inúmeros programas instalados nele, que entram em conflito e congelam ajanela abaixo, tratando-os aos socos e pontap. máquina. Nada disso importa quando vemos diante de nós uma janelinha se abrir para acusar o defeito. Nada disso nos anima ao ver um arquivo perdido para o resto da vida.
 
Quando um computador trava, só há um jeito: reiniciá-lo. Ele então é desligado e tudo começa do zero, tanto a ativação de seus componentes quando a inicialização de seus programas. Com sorte, se gravamos o arquivo antes do problema, conseguimos recuperá-lo. Caso contrário, temos que começar o trabalho também do zero, junto com o computador.
 
Se um computador trava demais, deixa de ser confiável. Exemplos não faltam. O sujeito que perdeu um relatório de 40 páginas. Outro que perdeu todos os comprovantes de pagamentos eletrônicos dos últimos anos. E o pior caso, aquele em que a pessoa perde simplesmente tudo o que havia dentro de seus arquivos.
 
Muitas vezes o problema pode ser culpa dos chamados “vírus”, que aos poucos invade e danifica partes essenciais do funcionamento da máquina. Os vírus são quase invisíveis e trabalham sutilmente, até deixarem o computador comprometido. Para combatê-los existem os “anti-vírus”, cuja principal função é identificar e eliminar esses vilões da informática.
 
Podemos comparar nossa vida ao funcionamento do computador. Muitas vezes nós “travamos” diante dos desafios da vida. Pode ser um problema físico, emocional, psicológico ou espiritual. Tudo começa a ficar paralisado e ficamos passivos em relação às situações que pedem de nós uma resposta.
 
Então é preciso reiniciar tudo, para recuperarmos o maior número de coisas boas possível. Caso a vida trave com muita freqüência, é preciso verificar o que anda errado em nossa existência. Fazer um exame de consciência, analisar vários aspectos e identificar o que precisa ser consertado.
 
Se não fazemos isso de vez em quando, começamos a tomar rumos não confiáveis. E com isso, corremos o risco de perder tudo o que é importante para a nossa existência. De que vale um computador lindo por fora e oco por dentro? Não vai ligar, nem servir para nada. Assim também somos nós, que devemos nos preocupar mais com a manutenção das nossas funções interiores do que com a nossa casca exterior.
 
Há muitas coisas que invadem a nossa vida, como os vírus fazem no computador. Elas chegam sutilmente e se instalam. Aos poucos, corrompem partes importantes da nossa conduta. Esses vírus também nos fazem travar e ficar paralisados. Para nos livrarmos deles, nosso anti-vírus deve ser a prática da fé e da oração. A fé de que Deus vai nos ajudar a combater esses vírus. A oração como forma de refletir sobre os problemas que devemos enfrentar e de pedir forças ao Senhor para eliminá-los da nossa vida.
 
Um técnico em informática é sempre o recurso para consertar um computador. É ele quem entende o funcionamento da máquina, conhece cada uma de suas peças e sabe como lidar com elas. Em nossa vida, esse técnico é Jesus. Com sua divina misericórdia ele nos olha por dentro, como ninguém mais pode fazer. Ele nos conhece bem mais que nós mesmos, sabe de cada um dos nossos problemas e pode nos ensinar a como lidar com eles.
 
Começar de novo é o segredo, sempre. Por que pior que errar, é permanecer no erro. Pior que permanecer no erro, é não recomeçar para sair dele. Se você está travado ou travada, tome coragem e aperte o botão para reiniciar tudo.
 
Amém.
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Visão de Mundo

Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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