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Publicado: Sábado, 6 de junho de 2015

O bem incomoda ...

O bem incomoda ...

 

 

10º. DOMINGO DO TEMPO COMUM

7.06.15 – Ano “B” de Marcos

Evangelho (Marcos 3, 20-35)

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“”    Naquele tempo, Jesus voltou para casa com os seus discípulos. E de novo se reuniu tanta gente, que eles nem sequer podiam comer.

Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si. Os mestres da lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Belzebu e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios.

Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas:

“Como é que satanás pode expulsar satanás? Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se. Assim, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído.

Ninguém pode entrar na casa de um homem forte, para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa.

Em verdade vos digo, tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados como qualquer blasfêmia que tiverem dito. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca será perdoado; será culpado de um pecado eterno.”.

Jesus falou isso porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”.

Nisso chegaram sua mãe e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. Havia uma multidão sentada a redor dele.

Então lhe disseram:

“Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”.

Ele respondeu:

“Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”

E, olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse:

“Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.    “”

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O evangelho de hoje, até pela singeleza do óbvio, mostra como é comum que justamente daqueles que fingem serenidade e responsabilidade, esses sentem-se incomodados diante de pessoas autênticas.

Os promotores do bem, mesmo fora do aspecto religioso, com frequência são mal vistos e recaem sobre eles todo o desabafo dos incomodados pelo ciúme e por mais sentimentos de quem tem a alma enodoada.

Como não viam os doutores da lei e os fariseus maldade intrínseca em Jesus, justamente aquela que os animava na sua vida de falsidades, quiseram então tomar Jesus como possuído pelo maligno.

Jesus de pronto os desmascara porque o demônio assim o é por si mesmo e não tem comparsas nem grei que por ele e com ele ajam na distribuição de malefícios.

Solicitado Jesus pelos seus parentes a voltar para casa, que sua mãe e todos os demais amigos, andavam à sua procura, o Mestre ressalta ainda mais a importância do amor mútuo e do bem querer por comparar seus semelhantes com sua mãe e familiares, porque a todos amava indistintamente.

Numa força perfeita de expressão, acolhe os do povo e que vinham escutá-lo e ressalta que os quer com o mesmo carinho devotado sua própria mãe e parentes.

Nessa expansão de amor e afeto aos semelhantes, -  íntimos ou não,  - aí sim é que o ser humano plenifica o exercício do verdadeiro amor de Deus.

                                                                                            João Paulo

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João Paulo, pseudônimo do jornalista Bernardo Campos, adotado para temas de espiritualidade.

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