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Publicado: Quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O bem e a simplicidade, virtudes por excelência!

Entra-se no mês de novembro. Um domingo dedicado a Todos os Santos.

Mateus comparece com uma das mais belas páginas da Sagrada Escritura: os doze primeiros versículos, do capítulo 5.

*   *   *   *   *

“”  Naquele tempo, vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los:

“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem aventurados os aflitos, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.  “”

                                                                                *   *   *   *   *                                            

Um convite ao desprendimento, a uma vida sem ganância, à mansidão. Ah, que contradição, um aceno desses diante do mundo desorientado que envereda justamente – senão acintosamente – em direção oposta. Mundo que busca a riqueza e o fútil a qualquer preço.

O vocábulo “pobre”, de seu lado, tem significado próprio e exato, o de pessoas e gente desprovidas de bens. Pobres sim, na acepção estrita do termo. A maneira aveludada das Bíblias modernas usarem a expressão “pobres de espírito”, busca claramente por a salvo os endinheirados, como se a retenção excessiva de bens nas mãos de poucos (e isso só acontece mediante um aproveitamento dos mais pobres), não represente mal nenhum, tanto que se mantenha o temor de Deus.

Dificil, diga-o quem quer que seja, hipótese raríssima, existir alguém abonado em demasia e desprendido ao mesmo tempo. Mas que o próprio leitor, de seu turno, tire suas conclusões...

Consoladoras as palavras finais de que qualquer sofrimento ou perseguição ou injúria ou injustiça, sofridos em nome de Jesus, serão altamente compensados nos céus.

                                                                                                                    João Paulo

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João Paulo, pseudônimo do jornalista Bernardo Campos, adotado para temas de espiritualidade.

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