Colunistas

Publicado: Segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nem sempre o amor é soberano

Conheceram-se em Nova Iorque.

Ela, brasileira, de tradicional família paulista, privilegiada com a riqueza e a posição social, ele um árabe muito pobre, que trabalhava como lavador de pratos para sustentar-se.

Mútuas afinidades os aproximaram e indiferentes às questões sociais, econômicas ou raciais, tornaram-se amigos, amizade que não demorou a transformar-se em algo mais profundo.

Um não conhecia o idioma do outro, falavam mal o inglês, mas seus corações pulsavam em uníssono e seus olhos falavam o dialeto universal do amor.

Havia, porém, um grande problema. Os pais dela nunca aceitariam o seu namoro com um pobre árabe, lavador de pratos e por seu lado a família dele não receberia em seu seio uma mulher de outra nacionalidade, outra religião, outros valores.

Conhecendo a intransigência de suas famílias, viram-se diante de uma difícil escolha.

Enquanto o coração reclamava o direito ao amor incondicional, a razão lhes dizia que essa não era a decisão mais sensata a tomar.

Um ano depois ela se casava com um rapaz de tradicional família brasileira, rico expoente da alta sociedade, com a benção dos pais e toda a pompa condizente com sua posição e ele unia-se, numa cerimônia simples realizada na mesquita de sua cidade, a uma camponesa árabe, a quem dedicou o resto de sua vida em conformidade com as tradições de seu povo.  

Comentários

Os contos da Maith

Maith

Maith

Escritora amadora, apelidada carinhosamente de bisavó blogueira. Vive em Sorocaba.

Arquivo

30 de abril de 2012

Um rosto barbado

23 de abril de 2012

O ovo da Páscoa

16 de abril de 2012

Pode me chamar de Judas

9 de abril de 2012

Do diário de uma adolescente

2 de abril de 2012

Flores da minha vida