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Publicado: Sexta-feira, 16 de abril de 2010

Na cara do Cristo

Crédito: Internet Na cara do Cristo
Sairão as manchas da consciência?

Lá do topo do Morro do Corcovado, com seus 30 metros de altura, Ele vislumbra a cidade do Rio de Janeiro e diz, inconformado: “A que ponto chegamos!”. Pois é, o vandalismo atingiu a imagem do Filho de Deus conhecido por todo o mundo como o cartão postal carioca.

Inaugurado em 1931, o Cristo Redentor foi idealizado em 1859. Sua pedra fundamental, lançada em 1921. Sua construção demorou cinco anos e até hoje é considerada um marco da engenharia civil no país. E ao contrário do que muitos repetem por aí, não foi presente da França coisa nenhuma.

É um símbolo cristão que representa o Brasil diante do mundo. Não há como negar, por mais que ateus ou membros de outras religiões protestem. Pergunte a um gringo sobre nosso país e certamente ele irá mencionar o Cristo Redentor, bem como o Carnaval e Pelé.

Interditado até o mês de junho para uma limpeza restauradora, a maior imagem de Cristo no mundo foi pichada em partes do braço e da face. Ou seja: esfregaram tinta na cara da representação do Filho de Deus. O assunto virou polêmica. As autoridades foram questionadas. Falta de segurança? Falta de respeito?

Pois eu respondo, mesmo não sendo autoridade: falta do que fazer e falta de sensibilidade ao lesar o símbolo religioso de grande parte da nação. As manchas pichadas no Cristo serão removidas. Mas e as manchas na consciência de quem praticou a pichação?

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Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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