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Publicado: Segunda-feira, 11 de março de 2019

Minha Terra, Canto Meu

Crédito: imagem do autor Minha Terra, Canto Meu
Praça da Matriz, Itu-SP


 

Minha Terra, Canto Meu


 

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

A. Gonçalves Dias
 

 

Minha terra, canto meu,
Minhas jabuticabeiras,
Não me saem do pensamento,
Nem tampouco as domingueiras;
Dói, corrói o coração,
Ao lembrar do meu torrão,
Suas coisas corriqueiras...

 

Nesta terra sem palmeiras,
Não se ouve o sabiá;
As aves, que aqui encontro,
Mui diferem das de lá;
Tem, contudo, sua beleza,
De distinta natureza,
Esta terra de Beulá.

 

Muito tempo passou, já,
Desde que eu aqui cheguei,
Quase sem me aperceber
Fui ficando... e aqui fiquei;
Quando dizem "e a saudade?",
Falo com sinceridade:
Dói demais, que já nem sei."

 

Segredo, porém, achei:
Fé na Palavra de Deus
– E queridos ao redor –
Força e alegria me deu;
Mas só quando lá voltar,
A saudade há de curar,
Minha terra, canto meu.

 


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É Tempo de Poesia

George Gimenes

George Gimenes

Formado em Engenharia Elétrica pela Unicamp, poeta por vocação, publica online no "Recanto das Letras" e em seu blog "O Engenheiro Que Virou Poeta". Possui também publicações em livro solo e em antologias. Natural de Itu, reside com sua esposa no Canadá.

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