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Publicado: Quarta-feira, 31 de agosto de 2005

Melhor seria...

Melhor seria sermos humildes, porque “A força de Deus só nos é concedida, se aceitamos reconhecer a nossa fraqueza” (Marcel Lorgeou). Já o orgulho é um dos nossos maiores inimigos.

Melhor seria ter paz. Aqui e agora. Paz para sempre e em todo o mundo. Mas é preciso fazê-la nascer em nós, em nossos corações atribulados, irrequietos, raivosos.

"Paz na terra aos homens de boa vontade" e de boas obras. Melhor seria fazer o bem, só o bem. Praticar a solidariedade, a fraternidade, a partilha. Fomos criados com a Bondade de Deus, portanto, deixemos que ela ganhe vida em nós.

Melhor seria ter bom-humor. Ser otimista. Não se deixar abater diante dos tropeços, fracassos e frustrações.

Melhor seria ter fé, muita fé, esperança e caridade. Ter fé em Deus e um coração aberto.

Melhor seria ter Deus no coração, nos nossos pensamentos, e em nossas ações. Colocar Deus em nossa vida, porque Ele pode fazer maravilhas em nós.

Melhor seria ter amigos. Fazer amigos e saber conservá-los.

Melhor seria nunca alimentar o ódio, o rancor, a vingança. Porque eles destroem os nossos sentimentos mais puros e desejáveis. E sempre nos machucam muito, até mais que nossos alvos.

Melhor seria sermos mansos e pacientes. Saber agir, saber esperar. Porque corremos o risco de "atropelar" as coisas e sermos atropelados... A sabedoria popular garante que a paciência sempre vence.

Melhor seria perdoar e saber pedir perdão.

Melhor seria se não tivéssemos limites e restrições para amar, mesmo os nossos "inimigos" - que aliás não deveríamos nem criar, nem ter -; amar especialmente aqueles de quem menos gostamos porque talvez esses sejam os que mais precisam.

Melhor seria não cair em tentação; afastemo-nos dela, porque somos frágeis.

Melhor seria se formássemos uma "unidade". "Que todos fossem um", porque somos todos irmãos e filhos do mesmo Pai.

Melhor seria que amássemos o trabalho. Que todos pudessem trabalhar. Porque o trabalho é uma bênção.

Melhor seria que fôssemos realmente livres; livres e responsáveis; que entendêssemos o verdadeiro sentido e a verdadeira dimensão da liberdade; que não caíssemos na libertinagem. Vale dizer que escolher entre fazer o bem ou o mal não é ser livre e sim irresponsável.

Melhor seria amar a verdade, porque somente a verdade nos liberta.

Melhor seria controlar nossas emoções, nossos impulsos. Porque sem isso podemos nos tornar irracionais e desumanos.

Melhor seria que tivéssemos um só Deus, em todos os momentos e situações. Que fôssemos fiéis a Ele, aos valores humanos e cristãos, fiéis ao nosso casamento e a nossa família.

Melhor seria combater os falsos deuses: dinheiro, poder, fama e prazer. Porque, além de falsos, são totalmente infiéis, traiçoeiros, frios e calculistas. Fazem dos seus parceiros, suas vítimas...

Melhor seria combater as manias e os vícios, porque, além de tudo, escravizam.

Melhor seria, em nossas famílias, combater o protecionismo, o paternalismo e o autoritarismo e que estimulássemos a colaboração, a confiança mútua e o amor.

Melhor seria que o fechamento desse lugar ao diálogo amplo, aberto e franco, melhorando nossas relações familiares, profissionais e sociais.

Melhor seria que procurássemos a perfeição e a santidade, porque nos aproximam de Deus e nos fazem mais felizes.

Melhor seria que fôssemos de fato o sal da terra e a luz do mundo; porque o mundo que sonhamos e desejamos depende de cada um e de todos.

Melhor seria que a oração fosse a nossa grande companheira. Dialogar com Deus pode ser a diferença...

Melhor seria, principalmente para os filhos, que os pais se amassem de verdade, porque não há nada que deixe os filhos mais felizes e ajustados, como diz a melodia: "Tudo seria bem melhor se o Natal não fosse um dia e se as mães fossem Maria e se os pais fossem José e se a gente parecesse com Jesus de Nazaré..."

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