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Publicado: Quinta-feira, 7 de abril de 2011

Lázaro, vem para fora

V Domingo da Quaresma. 10.abril.2011.

Evangelho segundo João , Capítulo 11, versículos de 1 a 45.

*   *   *   *   * 

“”   Naquele tempo, havia um doente, Lázaro, que era de Betânia, o povoado de Maria e de Marta, sua irmã. Maria era aquela que ungira o Senhor com perfume e enxugara os pés dele com seus cabelos. O irmão dela, Lázaro, é que estava doente. As irmãs mandaram então dizer a Jesus: “Senhor, aquele que amas está doente”. Ouvindo isso, Jesus disse: “Essa doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. Jesus era muito amigo de Marta,  de sua irmã Maria e de Lázaro. Quando ouviu que este estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar em que se encontrava. Então, disse aos discípulos: “Vamos de novo à Judéia”.

Os discípulos disseram-lhe: “Mestre, ainda há pouco os judeus queriam apedrejar-te, e agora vais outra vez para lá?” Jesus respondeu: “O dia não tem doze horas? Se alguém caminha de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas, se alguém caminha de noite, tropeça, porque lhe falta a luz”. Depois acrescentou: “O nosso amigo Lázaro dorme. Mas eu vou acordá-lo”. Os discípulos disseram: “Senhor, se ele dorme, vai ficar bom”. Jesus falava da morte de Lázaro, mas os discípulos pensaram que falava do sono mesmo. Então Jesus disse abertamente: “Lázaro está morto. Mas, por causa de vós, alegro-me por não ter estado lá, para que creais. Mas vamos para junto dele”. Então Tomé, cujo nome significa gêmeo, disse aos companheiros: “Vamos nós também para morrermos com ele”.

Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias. Betânia ficava a uns três quilômetros de Jerusalém. Muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas, mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele to concederá”. Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressuirreição, no último dia.”Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morto, viverá. E todo aquele vive e crê em mim não morrerá jamais. Crês isso? ”Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.

Depois de ter dito isso, ela foi chamar sua irmã, Maria, dizendo baixinho: “O mestre está aí e te chama”. Quando Maria ouviu isso, levantou-se depressa e foi ao encontro de Jesus. Jesus estava ainda fora do povoado, no mesmo lugar onde Marta se tinha encontrado com ele. Os judeus que estavam em casa consolando-a, quando a viram levantar-se depressa e sair, foram atrás dela, pensando que fosse ao túmulo para ali chorar. Indo para o lugar onde estava Jesus, quando o viu, caiu de joelhos diante dele e disse-lhe: “Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido”.

Quando Jesus a viu chorar, e também os que estavam com ela, estremeceu interiormente, ficou profundamente comovido e perguntou: “Onde o colocastes?” Responderam: “Vem ver, Senhor”. E Jesus chorou. Então os judeus disseram: “Vede como ele o amava!” Alguns deles, porém, diziam: “Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também, fazer com que Lázaro não morresse?” De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma caverna, fechada com uma pedra. Disse Jesus: “Tirai a pedra!” Marta, a irmã do morto, interveio: “Senhor, já cheira mal. Está morto há quatro dias”. Jesus lhe respondeu: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste. Eu sei que sempre me escutas. Mas digo isso por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste”.

Tendo dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora”. O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano. Então Jesus lhes disse: “Desatai-o e deixai-o caminhar!” Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera creram nele.  “”

*   *   *   *   *

A Jesus que tantos prodígios realizava para que mesmo corações endurecidos viessem a acreditar nele, - e que assim fizera ao cego poder ver – foi muito além e deixou pasmos seus seguidores, ao determinar que Lázaro, sepultado há quatro dias, saísse do túmulo sozinho e voltasse ao convívio dos seus. Mesmo judeus presentes a essa ressurreição, passaram a acreditar.

É próprio do ser humano, mesmo a não maldosos nem mal intencionados – querer ver para crer. Só cedem à mais pura evidência.

Isso decorre também por não se inteirarem as pessoas das sagradas escrituras e por isso de certo modo também cegas a pequenos acontecimentos, passíveis de serem considerados como autênticos milagres.

Ao estar agora em pé ou sentado, mesmo ao certificar-se de que respira, pensa e portanto vive, não se vanglorie de considerar-se independente e dono de todas as reações em si mesmo e à sua volta.

Parou para pensar um pouco? Pois esses poucos minutos de continuidade na vida quem os estabelece ou faz cessar é Deus Nosso Senhor. E ele se expressou cá embaixo na terra através de seu Filho, Jesus.

Não à toa, noutra parte, o próprio Mestre declara bem aventurados aqueles que acreditam nele sem o ter visto e a seus milagres.

É conservar e alimentar pois a fé que nutre nossa vida de cristãos.
                                                                                                                          João Paulo

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João Paulo, pseudônimo do jornalista Bernardo Campos, adotado para temas de espiritualidade.

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