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Publicado: Segunda-feira, 28 de maio de 2018

La Ciudadela

Crédito: Foto: Expedia La Ciudadela

Há muitas máscaras de madeira penduradas ali na entrada principal, além das canecas de pedra e os onipresentes imãs de geladeira. Nos corredores deveras coloridos, há mais de tudo. Quando a chuva disse que vinha e não veio, o arco-íris teve até vergonha de dar as caras por aqui. Eu vim há tanto tempo que não lembro. Vim com um camponês que me trouxe entre umas petecas de penas de pavão e alguns crânios de miçangas. Os sombreros nunca ficaram mais que uma semana. As catrinas? Nem dá tempo de empurrar duma prateleira. Não tive tempo de ouvir as aventuras dos brinquedos de plástico derretido além mar; eles chegam falando antes de saírem da caixa, mas nunca conseguem terminar a história pois se espalham como dente de leão. Eu fiquei jogada atrás das cuias de papel e, todos os dias, vêm umas senhoras logo cedo escolherem camisetas para seus netos e me abarrotam das que não gostam. Hoje saio daqui! Estou crente. Grudei logo cedo num lindo passador de mesa colorido com a vida das cochinilhas. ​

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Alex Pinheiro

Alex Pinheiro

Consultor em Turismo Receptivo e Turismo na Internet, exerce na literatura o seu desafio pessoal '1000 caracteres de uma história'. É colunista do jornal Taperá (Salto-Itu-Indaiatuba)

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