Colunistas

Publicado: Terça-feira, 24 de agosto de 2010

Jingles e poluição sonora

Jingles e poluição sonora
Haja ouvidos! Todos estão surdos!

Todo ano de eleições é a mesma coisa. De uma hora pra outra as ruas são invadidas por terríveis carros de som. Durante o horário comercial, invadem o centro da cidade e vários bairros com seus jingles de campanha em decibéis escandalosamente irritantes.

As musiquinhas seguem o padrão de sempre: nome do candidato(a), ritmo de forró ou samba, rimas toscas e o número do candidato(a). O volume, sempre nas alturas. O carro de som sempre em velocidade mínima, todo adesivado com nomes, números e abreviações de legendas partidárias.

Parece que nossos(as) candidadotos(as) não se importam nem um pouco quanto à questão da poluição sonora em nossas cidades. Para quem mora no centro da cidade, este é um problema grave. Às vezes os carros de som chegam a atrapalhar conversas, tão alto o volume da propaganda.

A coisa piora em período eleitoral, mas tal desrespeito é constante. Em outras épocas do ano os carros de som atuam com suas propagandas divulgando os comércios e eventos locais. O absurdo mais recente foi um caminhão de som divulgando um evento patrocinado por uma cervejaria, com o volume num som humanamente impossível de se agüentar.

Tempos atrás, nossos vereadores fizeram tramitar na Câmara Municipal um projeto para regularizar a questão da poluição sonora em nossa cidade. Mas o tal projeto, misteriosamente, não vingou. Sofremos nós, que temos ouvidos. Como se já não bastassem a poluição do ar, da água e a poluição visual às quais estamos submetidos.

- Faça seu comentário e mande sua sugestão de assunto para o artigo seguinte!

Comentários

Visão de Mundo

Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

Arquivo