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Publicado: Sexta-feira, 25 de junho de 2010

Jesus é a sua força

Décimo Terceiro Domingo Comum.

Tempo de Lucas (Ano “C” da liturgia), que fala a partir do capítulo 9, com os versículos de 51 a 62.

*   *   *   *   *

“”  Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, para preparar hospedagem para Jesus. Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém.

Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?”

Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os.

E partiram para outro povoado.

Enquanto estavam caminhando, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”.

Jesus lhe respondeu:

“As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça”.

Jesus disse a outro:

“Segue-me”.

Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”.

Jesus respondeu:

“Deixa que os mortos enterrem os seus mortos, mas tu, vai anunciar o reino de Deus”.

Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”.

Jesus, porém, respondeu-lhe:

“Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o reino de Deus”.  “”

*   *   *   *   *  

Muitos se permitem uma interpretação lassa dos evangelhos, quase sempre a partir de quando surgem trechos de palavras duras ou de difícil assimilação.

Evidentemente que muita vez, se há de recorrer a autores sérios e de fé serena, para a compreensão das mensagens. Nunca porém se recorra a distorções ou ainda a minorar a profundidade ou o rigor do ensinamento.

Neste evangelho, por exemplo, em três sentenças de Jesus, Ele em nenhuma delas reformula ou abranda sua lição. Simplesmente afirma e reafirma que seguir seus passos é a única senda para quem o queira aceitar. Não existe meio termo.

Com o passar do tempo e o estremecimento de como os costumes se liberam e tudo se permite, a possibilidade e o ânimo de abraçar uma vida verdadeiramente cristã mais se distanciam.

Soa pretensiosa a frase de que fora de Jesus não há salvação. Os chamados evangélicos em especial gostam de falar nesse tom. Os céticos e os de outros credos, embora como pessoas sempre a merecer o respeito, verberam esse dito.

Aqui, ao âmbito deste breve e humilde colóquio semanal, nem se pode pensar em jogo de cintura ou o amaciamento das exigências da vida verdadeiramente cristã.

O caminho de Jesus muitas vezes é deveras pedregoso e vige bem no contraponto que as facilidades da vida fácil e sem limites concedem.

Fora deste texto de hoje, noutra passagem, mas de sentido ainda mais estrito, o Mestre proclamou que se alguém deseja segui-lo, que tome sua cruz e o acompanhe. Está aí. Ele próprio, o Mestre, faz lembrar que não poucas vezes a fé submete o homem à prova.

Não se vá ao descrédito por causa disso, nem ao desespero. É teologicamente sabido que de ninguém serão exigidos esforços além de sua capacidade; ninguém sofrerá tentações que diante mão sufocam a possibilidade de nelas não cair.

Resulta pois na conclusão óbvia de que, realmente, salvar-se o consegue o homem, desde que seja do Mestre seguidor decidido.

Percalços, quedas, desalento, vão sobrevir, mas nunca invencíveis.

Jesus é a sua força.

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João Paulo

João Paulo

João Paulo, pseudônimo do jornalista Bernardo Campos, adotado para temas de espiritualidade.

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