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Publicado: Sábado, 27 de março de 2010

Isabela, descanse em paz!

Crédito: Internet Isabela, descanse em paz!
Descanse em paz!

Não estranhem a ausência de artigos durante toda a semana. Acontece que fiquei mobilizado, assim como grande parte do país, com a cobertura do julgamento dos suspeitos de assassinato da pequena Isabella Nardoni, ocorrido em 2008, no qual a vítima foi estrangulada e jogada do sexto andar de um edifício.

Na época o crime chocou a todos. Dois anos depois, pensar nisso ainda causa comoção. Motivada por uma rivalidade insana, a madrasta Anna Carolina Jatobá teria estrangulado a pequena Isabella. Para encobrir o crime da mulher, o pai da menina, Alexandre, a teria jogado janela abaixo para simular um acidente.

Notem que escrevo sobre o caso ainda tomando por base suposições. Creio que jamais saberemos a verdade. Acho que é algo sem explicação racional. O que leva um ser humano a estrangular uma criança? O que leva uma pessoa a cometer um crime para encobrir outro, ainda mais quando para isso é preciso jogar a própria filha de um prédio?

Não penso que Anna e Alexandre sejam loucos. Podem até ter agido no desespero, mas foram cúmplices num crime hediondo. Matar Isabella deu menos trabalho do que preparar a defesa do julgamento que os condenou. Isabella continua morta e o casal pode obter regime semi-aberto em 2018.

A justiça foi feita? Nunca será. Para a Ana Carolina de Oliveira, a mãe da menina, nada (absolutamente nada) irá apagar a tristeza de perder a filha querida de modo tão vil. O que sobra mesmo é um consolo: ao menos neste caso, os culpados não ficaram totalmente impunes. Isabella pode agora descansar em paz.

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Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é sacerdote católico apostólico romano e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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