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Publicado: Sábado, 5 de janeiro de 2019

Ipê Amarelo

Colhendo Flores

          O Ipê amarelo é a árvore símbolo do Brasil. Sua imagem representa a nossa Pátria. Ela evoca em todos  sentimento de nacionalidade e patriotismo.

            Diz-se que, na Grécia Antiga, os pais, antes de ensinar aos filhos qualquer outra ciência ou arte, tinham por dever transmitir-lhes os valores éticos, tais como o patriotismo, a solidariedade, o heroísmo, etc..

            Voltando ao Ipê amarelo, dizem os estudiosos, em botânica que sua florada é muito curta, só dura um mês e, portanto, há pouco tempo para se desfrutar do espetáculo de sua beleza.

            Com esta introdução fazemos um paralelo com o outono da nossa vida. Assim como o Ipê amarelo que tem a sua florada rápida, nossa vida, também passa num instante...

            Eu tinha um cunhado, homem bom e alegre, que morreu na força dos seus cinquenta anos. Nos últimos anos de sua vida, costumava falar com um sorriso nos lábios: - “Vocês sabem, La vecchiaia, é bruta!”. Fiel às suas raízes misturava algumas palavras italianas para dizer o que, em bom português significa: “A velhice é feia!”

            Ríamos quando ele dizia isso. Mas agora mais “maduros”, podemos ver que havia muita verdade nessas palavras.

            No outono da vida teimamos em nos acomodar na rotina. Ficamos mais sozinhos quando deveríamos se achegar mais, mas não é o que temos percebido. A saída  dos filhos que se casam e a chegada dos netos nos leva a sentir que a idade vem chegando e que as mudanças ocorrem quer queiramos ou não.

            A percepção do vazio existencial pode se instalar com os anos. Será que não está na hora de começarmos a planejar como gostaríamos de passar “o resto da nossa vida”? Será que estamos preparados  para viver sozinhos?

            Pense nisso: Mais alguns anos e já não seremos o centro de nossas famílias. O momento é agora de refletirmos sobre o nosso futuro.

            “La vecchiaia é bruta” “A velhice é feia”!

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Varanda da Saudade

Ditinha Schanoski

Ditinha Schanoski

Jornalista ituana, trabalhou no jornal A Federação e é articulista de vários jornais e revistas. Membro da ACADIL, SACI, UARD, Gvcmi e outros grupos. Agraciada com diversos prêmios, como a Medalha Dom Gabriel. Nomeada Profissional Ético de 2014.

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