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Publicado: Quarta-feira, 30 de novembro de 2016

IDÓLATRAS DA BANDIDAGEM - BANDIDO É BANDIDO

Crédito: Internet IDÓLATRAS DA BANDIDAGEM - BANDIDO É BANDIDO
Bandido é bandido e não serve para ser idolatrado.

De como fazem bandidos de estimação e pintam a Polícia de criminosa.

 

Ao mesmo tempo  que carrega na tinta para pintar os agentes de segurança pública como culpados pela violência e por tantas mortes na atualidade, a mídia elabora produtos para idolatrar ícones da bandidagem nacional ou internacional. São músicas, filmes e seriados que ultrapassam a intenção de explorar algum personagem como simples anti-herói. O objetivo é a inversão de valores mesmo: devemos tratar policiais como perigosos e criminosos com simpatia.

O povo brasileiro, tão carente de Educação e Cultura (alguém discorda?), alimenta-se dos produtos feitos sob medida para as massas do mesmo modo que um mendigo diante de um prato de macarronada: avidamente e sem pensar, sentindo apenas aquilo passar da garganta para o estômago em cinco segundos.

Em escala mundial, um dos bandidos mais idolatrados ainda hoje é Ernesto Che Guevara. Um assassino confesso de negros e homossexuais, que deixou a Argentina e espalhou a morte em diversos países. Um psicopata que escreveu ao próprio pai afirmando, com empolgação, que descobriu sua alegria no ato de assassinar. Um "revolucionário" que colocava o ódio como elemento central de seus atos e pensamentos e que julgava "desnecessárias" provas judiciais e direito de defesa antes de condenar alguém ao fuzilamento, pois esses seriam procedimentos burgueses e arcaicos.

Há muitos livros e filmes endeusando o Che, entre eles um de 2008 com o ator Benício Del Toro, no papel principal. Mas qualquer biografia séria (não romantizada) e baseada na História (e não na ideologia), consegue mostrar (para quem quiser enxergar) o tamanho crápula que foi esse filho da pátria argentina.

Em 2014 a Globo fez sua parte em território nacional. Com o filme/série "Alemão: Os Dois Lados do Complexo", caprichou para mostrar policiais como bandidos e traficantes de droga como mocinhos, colocando o galã Cauã Raymond no papel principal. Em 2015 a Netflix colaborou com a apologia ao crime, romantizando a figura de Pablo Escobar no seriado "Narcos", com Wagner Moura como protagonista.

Recentemente, a modinha da vez é idolatrar Fidel Castro. Após décadas de endeusamento midiático por parte da mídia esquerdista, o ditador cubano foi quase canonizado por não poucas pessoas. Gente que não sabe o que faz, idiotas úteis, obviamente, que idolatram bandidos de estimação e os defendem com unhas e dentes (mas sem argumentos razoáveis).

Estima-se que o Comunismo tenha causado aproximadamente 150 mil mortes em toda a América Latina. Apenas em Cuba, entre os anos de 1959 e 2004, o regime do "grande" (sic!) "líder" (sic!) Fidel foi responsável por 5.621 execuções por fuzilamento (sem direito à defesa); 1.163 assassinatos extrajudiciais; 1.081 presos políticos mortos no cárcere por maus tratos, falta de assistência média ou causas naturais; 1.258 guerrilheiros opositores mortos em combate; 14.160 soldados cubanos mortos em missões no exterior; 77.824 mortos ou desaparecidos em tentativas de fuga do país; 5 mil civis mortos em ataques químicos em Mavinga (Angola); 9.380 guerrilheiros da Unita mortos em combate contra tropas cubanas. Na soma geral, a ditadura cubana e o general Castro, de modo direto, foram responsáveis pelo assassinato de 115.127 mortes, não inclusas as causadas por atividades subversivas no exterior.

Os leitores, por mais bem intencionados, não me verão discutindo os números acima. Os dados são do Cuba Archive, projeto conduzido há décadas pelo pesquisador Armando Lago, autor de "O Livro Negro do Comunismo Cubano", ainda sem tradução brasileira. Quem for míope ou histérico o suficiente para não aceitar que Fidel Castro foi um dos piores seres humanos da História, que vá argumentar com os números do professor Lago. Direi simplesmente: "Vá rezar pelos assassinados por Fidel!".

Conforme o Dicionário Houaiss, o termo "bandido" significa: "indivíduo que pratica atividades criminosas; malfeitor, bandoleiro, salteador; pessoa sem caráter, de maus sentimentos; que faz sofrer; pessoa cruel, infeliz". Essa é exatamente a definição de seres como Che Guevara, Pablo Escobar, Fidel Castro e tantos outros incensados pela mídia. Porém, bandidos sempre serão bandidos, não importa se a propaganda ou o marketing dizem o contrário.

Eis os tempos de hoje: pintam a Polícia como bandida, para que percamos nossa confiança nela e na Lei que representam; pintam bandidos como heróis, distorcendo a realidade. Não é à toa que a nossa sociedade dita moderna está como está, defendendo a vida de tartarugas e baleias enquanto legaliza a morte de seres humanos antes dos 90 dias de vida uterina.

Que Nosso Senhor Jesus Cristo tenha Misericórdia de tanta gente sem noção, néscios que defendem assassinos em vez da verdadeira Vida criada por Deus. Caso não se convertam, lhes será muito difícil alcançar perdão na eternidade...

Amém.

Obs.: Não deixe de ler a primeira parte: "IDÓLATRAS DA BANDIDAGEM - POLICIAIS SÃO HERÓIS"

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Visão de Mundo

Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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