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Publicado: Sábado, 13 de agosto de 2016

Humanidade desunida

Humanidade desunida

 

 

20º. DOMINGO DO TEMPO COMUM

14.8.2016 – Liturgia Trienal : “Ano C”

Evangelho segundo Lucas, 12, 49-53

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“”    Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:

“Eu vim para lançar fogo sobre a terra e como gostaria que estivesse aceso!

Devo receber um batismo e como estou ansioso até que isso se cumpra!

Vós pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra?

Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer a divisão. Pois, daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três; ficarão divididos o pai contra o filho e os filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e nora contra a sogra”.    “”

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O texto de hoje pode bem antecipar a ideia de Jesus, que para ser ele visto como bom, manso e humilde, tenha de contemporizar com os erros humanos, o desentendimento entre iguais e semelhantes. Essa espécie de balbúrdia que no geral consagra o modo de viver das criaturas.

E por que, então, não seria Ele o pacificador?

Em verdade, Ele o é!

Ocorre que a mensagem trazida por Jesus, a do amor mútuo e incondicional, encontra os seres humanos entranhados numa disputa férrea, em que prospere somente o bem de cada um, particularmente. Autêntica disputa para sobrevivência.

Insensíveis os humanos e até contrários em ceder e não perder nunca, “o amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, impede justamente de se ajustarem a essa fórmula de amar primeiro e conversar depois.

Não.

Por pouco ou quase nada, arma-se um turbilhão de desavenças.

A verdade, a igualdade e amor mútuos, não, não é recomendação palatável ao renitente mundo convulsionado cada vez mais.

Humanidade desunida.

Padre Zezinho canta com propriedade e sabedoria ao exortar:

“Amar como Jesus, amou. Sonhar como Jesus sonhou.”

                                                                                                                                                    João Paulo

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João Paulo, pseudônimo do jornalista Bernardo Campos, adotado para temas de espiritualidade.

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