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Publicado: Sexta-feira, 20 de abril de 2012

Hipomania e sociedade atual

Hipomania e sociedade atual
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Sempre que estamos falando sobre transtornos psicopatológicos percebo uma certa tendência a tentar encontrar as causas em todos os lugares, porém as questões sociais acabam passando um tanto quanto desapercebidas. Embora a maioria das pessoas tenda a acreditar que situações "traumáticas" tendam a provocar problemas psicológicos, essas tais situações geralmente são tidas como extremas e únicas, esquecendo-se do dia-a-dia da pessoa enquanto participante de uma sociedade com valores e comportamentos bem definidos.

A hipomania pode passar desapercebida, tida apenas como um comportamento social desejável ou características da pessoa. Estamos em um ambiente onde a extroversão é tida como algo necessário e esperado, já que o contrário (a inibição, timidez) pode trazer diversos problemas para o convívio social do sujeito.

Em uma sociedade onde falar o que pensa, falar com todos sem dificuldades ou pudor algum, ser capaz de fazer muitas atividades ao mesmo tempo e em curto período, estar sempre bem e disponível, estudar, trabalhar, ir a academia, cuidar da casa, da família e ainda cuidar de si são tidos como um dia-a-dia normal e aceitável. Os sintomas da hipomania passam longe de serem percebidos.

A hipomania pode ser caracterizada como um estado psicológico que antecede os episódios de mania (aqui tida como uma psicopatologia relativamente mais grave no sentido dos prejuízos a saúde da pessoa). Nesse sentido a mania se apresenta como um estado alterado de comportamento onde a pessoa tende a se sentir muito bem disposta necessitando de menos horas de sono e também de descanso, tendência a falar muito e de maneira rápida, agitação psicomotora, disponibilidade de maior investimento em objetivos pessoais, trabalho, estudos, enfim acaba se engajando energicamente em alguma atividade, aumento da libido, dificuldades de concentração.

Também podemos observar o envolvimento em atividades prazerosas, porém com certo comprometimento como fazer compras excessivas e adquirir muitas dívidas, dirigir perigosamente. Comportamentos comumente presentes nos noticiários, afinal na sociedade do consumo, o que interesse mesmo é ter coisas, consumi-las, muitas vezes levando a dívidas que só aumentam.

Os sintomas são muito parecidos com os apresentados na mania, porém com menor intensidade, não necessitando de internações ou contenções, porém o tratamento psicológico se torna extremamente necessário a fim de evitar o progresso da psicopatologia bem como evitar os prejuízos advindos dela, buscando restaurar o equilíbrio perdido.

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Psicologia e Terapias Integrativas

Elaine Coimbra

Elaine Coimbra

Psicóloga, especialista em Acupuntura, Psicopedagogia e Gestão Avançada de Pessoas; Acompanhante Terapêutico (AT); Terapeuta Floral de Bach (Instituto Bach Centre) e Radiestesista Genética (RadGen).

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