Colunistas

Publicado: Sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Haja zelo na aplicação dos dons

Na continuidade da liturgia do ano “C”, de Lucas, 16,1-13 ou 10-13, vive a Igreja o 25º Domingo comum.

19 de setembro, 2010.

*   *   *   *   *    

“” Naquele tempo, Jesus dizia aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isso que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois  já não podes mais administrar meus bens.’

O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração.’

Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão.

E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te depressa e escreve cinquenta!’ Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo.’ O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta.’

E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os flihos da luz. E eu vos digo, usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes.

Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? E, se naõ sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro.

Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.  “”

*   *   *   *   * 

O evangelho põe em relevo que o homem é presenteado com os dons de Deus e que, por isso mesmo eles devem ser exercidos da melhor maneira possível. Até por uma questão de lógica, essas qualidades hão de ser desenvolvidas e aplicadas para o bem próprio e para o bem comum. Os dons sejam pois conduzidos a reverter em benefícios espirituais e que por último redundem no amor a Deus, justamente ao passar também pelo amor ao próximo.

Numa palavra mais ao sabor da modernidade, sugere-se que o homem seja criativo nas ações de efeito espiritual.

O cuidado na administração dos dons de Deus é uma norma indispensável à salvação.

Tanto que, consoante adverte o texto original, se não houver zelo no aproveitamento da vocação gratuita recebida de Deus, não terá o displicente como ser reconhecido pelo Mestre na hora da prestação de contas.

                                                                            João Paulo

Comentários

Reflexão Dominical

João Paulo

João Paulo

João Paulo, pseudônimo do jornalista Bernardo Campos, adotado para temas de espiritualidade.

Arquivo

17 dias atrás

Olhemo-nos de frente

14 de setembro de 2019

Ovelha desgarrada inquieta o Pastor

7 de setembro de 2019

O peso da cruz

Ariza Centro Veterinrio